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Zuckerberg defende que empresas de IA adotem segurança por conta própria

Executivo da Meta afirmou que concorrência e responsabilidade civil incentivam laboratórios a desenvolver modelos com medidas de segurança.

Zuckerberg defende que empresas de IA adotem segurança por conta própria

Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, afirmou na terça-feira que as empresas de inteligência artificial têm motivos suficientes para adotar individualmente medidas de segurança. Ele citou a concorrência do setor e a possibilidade de responsabilização civil como incentivos para que os laboratórios controlem os riscos de seus modelos.

A posição o distancia de um apelo por desaceleração coordenada no desenvolvimento da tecnologia. Três dias antes, Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, havia defendido que as empresas reduzissem o ritmo de aprimoramento das capacidades dos modelos, após alertas de pesquisadores sobre riscos existenciais. Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI, apoiaram publicamente a proposta.

Em uma postagem no X, Zuckerberg disse que cada laboratório tem responsabilidade, incentivo e capacidade para definir medidas próprias de segurança. Para ele, a confiança e o alinhamento — processo de fazer os sistemas seguirem objetivos compatíveis com os interesses humanos — serão características importantes para diferenciar modelos e agentes de inteligência artificial. “Qualquer laboratório que não se concentre no alinhamento ficará para trás”, afirmou.

O executivo também declarou que as empresas têm um incentivo forte para evitar que seus modelos causem danos, pois poderiam enfrentar responsabilidade civil significativa. Como exemplo, mencionou que a Meta adiou o lançamento do agente de IA Muse no início deste ano para reforçar a segurança do produto.

Avaliação e regulação

Zuckerberg afirmou que a Meta já destinou a grande maioria de sua capacidade computacional a produtos voltados às necessidades imediatas dos usuários, em vez de priorizar sistemas capazes de autoaperfeiçoamento recursivo. O termo se refere à possibilidade de uma inteligência artificial melhorar a si própria.

A Meta Superintelligence Labs, divisão de IA da empresa, também conta com avaliadores independentes em várias áreas. Zuckerberg classificou a prática como um padrão do setor e disse que outros laboratórios podem adotá-la.

As declarações ocorrem em meio a divergências entre executivos de tecnologia e autoridades americanas sobre regulamentação e ritmo de desenvolvimento. Donald Trump afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos já têm medidas de proteção para a tecnologia e minimizou preocupações sobre possíveis danos. Executivos, entre eles Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, compartilham a avaliação de que regras podem prejudicar a competição das empresas americanas com as chinesas.

A Meta concordou em pagar até US$ 18 bilhões para encerrar ações judiciais movidas por estados norte-americanos. As ações alegavam que Facebook e Instagram foram projetados para viciar crianças. A empresa não admitiu irregularidade.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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