JARAGUÁ DO SUL — Uma cápsula enterrada durante as comemorações do centenário de Jaraguá do Sul passou a ter seu conteúdo apresentado ao público. A exposição foi aberta oficialmente nesta quarta-feira (16), no Museu Emílio da Silva, com objetos recuperados da chamada Arca do Centenário.
A caixa foi aberta em julho de 2026, durante as celebrações dos 150 anos do município. O conjunto reúne 35 objetos e cinco jornais da época. Parte dos materiais foi preservada apenas parcialmente, enquanto outros itens não puderam ser recuperados, informou a prefeitura.
Entre as peças estão brasões de Jaraguá do Sul em tecido, moedas, botões, tecidos estampados, uma régua, uma caneta azul, um mini chapéu de nylon azul e um chaveiro do centenário. A coleção também inclui pedaços de espuma, sacolas de empresas, fragmentos de metais, uma fita de algodão com a imagem do centenário, um pano com bordado e um disco de vinil com o Hino de Jaraguá do Sul.
A coordenadora do museu, Ivana Cavalcanti, afirmou que a exposição ficará inicialmente por cerca de 45 dias no primeiro piso. Depois, será transferida para o piso superior e incorporada de forma definitiva ao acervo do museu. “Cada objeto preservado constitui um fragmento daquele momento histórico”, disse.
Abertura e conservação
A equipe encontrou uma quantidade significativa de água dentro da cápsula. Durante a abertura, feita com ferramentas específicas, o líquido chegou a sair por um furo. Depois, a arca foi virada para o escoamento da água e para permitir o manuseio da lona que protegia os itens.
A historiadora Silvia Regina Toassi Kita avaliou que obras realizadas no local onde a caixa estava enterrada podem ter contribuído para os danos. Mesmo após a abertura, foi possível recuperar parte do conteúdo e prepará-lo para a exposição.
A equipe técnica da Prefeitura de Jaraguá do Sul adotou procedimentos específicos, utilizou equipamentos de proteção e controlou as condições ambientais para acessar os materiais. Também foram feitos o inventário inicial, o diagnóstico do estado de conservação e a estabilização dos itens mais sensíveis. O trabalho considerou a possibilidade de microrganismos e os efeitos de variações de temperatura e umidade sobre papéis e tecidos.
Visitação
A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 16h30. No sábado legal, o atendimento será das 9h às 12h.
O museu oferece agendamento monitorado para grupos restritos e escolas municipais, estaduais e particulares pelo e-mail [email protected].



