RIO DE JANEIRO — O estudante de doutorado Guilherme Couto e o modelo Pablo Dominguez afirmam ter sido agredidos e vítimas de homofobia após uma festa no prédio da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O episódio ocorreu na saída do evento chamado “Pizzada”, por volta das 23h da última sexta-feira, no campus da Cidade Universitária.
As vítimas publicaram um vídeo e fotos dos ferimentos nas redes sociais. Segundo o relato, a primeira agressão aconteceu perto de uma escada, quando um homem esbarrou em Couto e começou a provocá-lo. Dominguez afirmou que o homem usou um xingamento homofóbico: “Quer apanhar, viadinho?”.
Couto disse que demorou a entender que estava sendo atacado. De acordo com ele, cerca de cinco pessoas passaram a chutá-lo enquanto estava no chão. Outras pessoas teriam aparecido depois para tentar interromper a violência.
Após o primeiro episódio, o casal encontrou novamente parte do grupo no caminho de volta para casa. Couto contou que viu pessoas que supostamente haviam participado da agressão em um ponto de ônibus e foi até elas para tentar identificá-las e filmá-las. Segundo o estudante, houve um novo confronto, no qual ele acertou um soco em um dos homens antes de os envolvidos caírem no chão.
O casal informou que registrou o caso na polícia e passou por exame de corpo de delito. Couto também afirmou ser professor da UFRJ e disse que esperava se sentir seguro dentro do prédio. Ele declarou não saber se a universidade poderá tomar alguma providência, pois não há confirmação de que os envolvidos sejam alunos da instituição.
Em razão de uma mordida, os legistas registraram a arcada dentária, o que, segundo Couto, pode ajudar na identificação de um dos agressores.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 44ª DP (Inhaúma) e encaminhado para a 37ª DP (Ilha do Governador). “As vítimas realizaram o exame de corpo de delito, e demais diligências estão em andamento para apurar os fatos”, informou a corporação.
A UFRJ declarou que a festa não foi autorizada pela administração e que ainda não recebeu uma denúncia formal sobre o caso.




