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Casarão que caiu no Cosme Velho havia sido incluído em alerta entregue à prefeitura

Associação informou problemas em cinco imóveis seis meses antes do desabamento que atingiu uma mulher e a filha.

Casarão que caiu no Cosme Velho havia sido incluído em alerta entregue à prefeitura

O casarão que desabou parcialmente no Cosme Velho havia sido incluído em um levantamento entregue à Prefeitura do Rio seis meses antes do acidente. O documento, elaborado pela associação Viva Cosme Velho, apontava problemas em cinco imóveis do bairro e foi encaminhado em março à Subprefeitura da Zona Sul.

No sábado, parte da construção atingiu uma mulher de 43 anos e a filha dela, de 2, no corredor de acesso à vila onde moram. A menina estava em um carrinho. As duas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros e levadas ao Hospital Miguel Couto. Depois, foram transferidas para uma unidade particular. No primeiro atendimento, apresentavam quadro classificado como de gravidade moderada.

O imóvel fica no número 370 da Rua Cosme Velho. O levantamento de 51 páginas registrava infiltrações, desprendimento de revestimentos, esquadrias danificadas, problemas no telhado e vegetação sobre a estrutura. O material também destacava que a faixa de interdição instalada pela Defesa Civil não garantia uma rota segura para os moradores. O corredor usado como passagem foi justamente o local onde as vítimas foram atingidas.

Vistorias e alertas anteriores

De acordo com a Viva Cosme Velho, moradores fizeram uma solicitação pelo 1746 no fim de 2025. A Defesa Civil esteve no endereço e colocou a faixa de interdição. A associação afirma que continuou cobrando providências. Luciana Falcão, integrante da entidade e moradora da região, disse que os pedidos incluíam outros imóveis em situação de risco.

A prefeitura informou que o casarão passou por três vistorias da Defesa Civil antes do desabamento. Em 2023, o proprietário foi orientado a realizar obras de recuperação. Em duas inspeções posteriores, feitas em 2025, foi constatado que os serviços não haviam sido executados. O imóvel acabou interditado, e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano também determinou a recuperação da construção, incluindo a fachada.

O município não informou quais medidas adotou depois de receber o levantamento nem após verificar que as obras determinadas não tinham sido feitas. Também não esclareceu as providências relacionadas aos outros quatro imóveis indicados pela associação. Permaneceram sem resposta as razões para o uso do corredor sem uma alternativa segura e a possibilidade de a Defesa Civil ter informado que não poderia atuar por se tratar de propriedade particular.

Moradores relataram que a deterioração aumentou depois do fechamento de uma padaria, por volta de 2020. Michael Rock, que vive no local há cerca de 20 anos, afirmou que não foi a primeira vez que partes da construção atingiram alguém. Segundo ele, em uma ocorrência anterior, uma pessoa quebrou o nariz.

O desabamento ocorreu por volta das 9h de sábado. Uma câmera registrou a queda de parte do segundo pavimento. Após o acidente, a Defesa Civil interditou o casarão e o segundo pavimento do imóvel vizinho. A Secretaria Municipal de Conservação fará a demolição dos andares superiores, enquanto a Comlurb remove os escombros. O Rio soma 2,1 mil chamados por problemas estruturais.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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