Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Flávio Bolsonaro exonera assessor que foi vice-presidente da Caixa

Celso Leonardo Barbosa havia sido contratado em junho de 2025, com salário mensal de R$ 20,7 mil, e deixou o cargo após questionamentos.

Flávio Bolsonaro empregou ex-vice-presidente da Caixa demitido por assédio sexual

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete Celso Leonardo Barbosa, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal demitido após denúncias de assédio sexual. Barbosa foi contratado como assessor parlamentar em junho de 2025, com salário mensal de R$ 20,7 mil, e exonerado depois que o gabinete foi questionado sobre sua permanência na equipe.

Barbosa era considerado homem de confiança de Pedro Guimarães, que presidia a Caixa e havia sido indicado ao cargo por Jair Bolsonaro. Guimarães também deixou o banco após denúncias de assédio sexual.

Uma empregada da Caixa relatou ter sido assediada sexualmente por Barbosa durante uma viagem a Goiás, realizada no contexto do programa Caixa Mais Brasil. O mesmo programa aparece em relatos relacionados às denúncias contra Pedro Guimarães.

Em 2022, uma empregada da Caixa acusou Barbosa de acobertar assédios atribuídos a Guimarães. O ex-vice-presidente foi demitido pouco depois da saída do então presidente do banco e formalizou um acordo de não persecução penal com a Justiça no processo relacionado ao caso de assédio, assumindo culpa e prestando serviços comunitários.

Barbosa também responde a um processo por falsidade ideológica. Conforme a denúncia, ele teria inserido informações inverídicas em documentos exigidos para sua indicação ao cargo de vice-presidente da Caixa.

Atuação no gabinete e como professor

De acordo com o próprio currículo, Barbosa acumulava a função no gabinete de Flávio Bolsonaro com atividades como professor da Fundação Dom Cabral. A instituição informou que ele estava cadastrado como professor convidado eventual, sem vínculo empregatício.

Também havia registros, nas redes sociais de Barbosa, de aulas e palestras realizadas durante o horário de expediente, inclusive fora de Brasília. Nessas redes, ele não informava sua passagem pela Caixa nem o cargo de assessor parlamentar.

Ao explicar a exoneração, Flávio Bolsonaro declarou que Barbosa omitiu pendências judiciais da chefia imediata e descumpriu normas do Senado ao exercer atividades particulares durante o expediente. “Diante da gravidade dos fatos, o desligamento foi realizado de forma imediata”, afirmou o senador.

Sindicato cobra providências

A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, afirmou que a entidade havia cobrado providências da direção da Caixa diante das denúncias de assédio moral e sexual contra Pedro Guimarães e integrantes de sua equipe.

“É um absurdo que um ex-vice-presidente da Caixa, com histórico de abusos e ilegalidades, seja premiado com um cargo de assessor parlamentar”, disse Neiva. Ela também criticou a contratação e defendeu que trabalhadores não elejam parlamentares com esse tipo de conduta.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.