SANTA CATARINA — Carlos Bolsonaro (PL) é o candidato que mais declarou gastos na disputa pelo Senado em Santa Catarina. Até agora, as despesas informadas à Justiça Eleitoral somam 2,95 milhões de reais. O valor supera os registros dos demais concorrentes às duas vagas do estado.
Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em 17 de setembro, Carlos aparece numericamente em terceiro lugar, com 20% das intenções de voto, empatado com Esperidião Amin (PP). Carol de Toni (PL) lidera numericamente, com 24%. Com margem de erro de dois pontos percentuais, os três candidatos estão tecnicamente empatados.
Carol de Toni declarou gastos de 2,2 milhões de reais, enquanto Amin informou despesas de 2,1 milhões de reais. Carlos recebeu 4,3 milhões de reais, todos provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
A receita total de Carol chega a 4,72 milhões de reais. Desse montante, 4,3 milhões de reais vieram do fundo eleitoral, e o restante foi obtido por meio de doações de pessoas físicas. Amin declarou 3,3 milhões de reais em receitas, dos quais 2,71 milhões de reais são do fundo eleitoral.
Despesas da campanha
Entre os gastos de Carlos, 1 milhão de reais foi destinado à contratação de um estúdio para a propaganda eleitoral. A campanha também declarou 605 mil reais na compra de brindes e material impresso, além de 500 mil reais pagos a uma empresa de consultoria de marketing e 85 mil reais a outra empresa de consultoria em gestão.
Na eleição de 2022, Jair Bolsonaro recebeu 62,21% dos votos em Santa Catarina. Em 2024, o PL elegeu 90 prefeitos, 55 vice-prefeitos e 585 vereadores no estado. O partido também elegeu Jorginho Mello governador, que deve disputar a reeleição em primeiro turno neste ano.
Natural de Resende (RJ), Carlos Bolsonaro foi vereador no Rio de Janeiro por 25 anos. Ele afirmou que Santa Catarina “sempre” foi sua casa e disse ter “renascido” no estado. A candidatura é contestada por uma ala do próprio PL catarinense.



