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Afrânio Boppré defende articulação entre governos e políticas públicas em SC

Candidato ao Senado critica a gestão estadual, propõe participação popular no orçamento e defende o fim da escala 6 por 1.

“As medidas protetivas ficam na bolsa, mas quando a mulher precisa de socorro, as delegacias estão fechadas”, critica Afrânio Boppré | DIARINHO

Candidato ao Senado por Santa Catarina, Afrânio Boppré (PSOL) defende uma maior articulação entre os governos estadual e federal para ampliar o acesso a políticas públicas. Em entrevista, ele criticou o governador Jorginho Mello (PL), propôs uma atuação de representação do estado em Brasília e afirmou que pretende usar o mandato para aproximar as diferentes esferas de governo.

Boppré também explicou a mudança da candidatura ao governo estadual para a disputa pelo Senado. Segundo ele, a decisão ocorreu após uma orientação nacional do partido para formar composições políticas contra a extrema-direita. Ele citou alianças semelhantes no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Educação, infraestrutura e saúde

Sobre o Universidade Gratuita, o candidato classificou o programa como um erro do governo estadual. Ele defendeu a revisão da política e afirmou que os recursos deveriam ser direcionados ao estudante, e não à universidade. Boppré também mencionou questionamentos do Tribunal de Contas do Estado sobre a distribuição dos recursos.

Na infraestrutura, afirmou que o senador deve participar da definição das prioridades para as rodovias federais, sem apoiar projetos sem planejamento, projeto executivo ou previsão orçamentária. Entre as estradas citadas estão as BRs 101, 470, 280 e 282. Ele disse que pretende atuar como articulador político para defender investimentos no estado.

Na saúde, Boppré afirmou que pretende destinar emendas por meio de uma discussão com as áreas responsáveis e com participação da população. Ele defendeu o orçamento participativo e disse que os recursos públicos pertencem à sociedade.

Violência contra a mulher

Ao tratar da violência contra a mulher, o candidato afirmou que o problema exige políticas públicas permanentes, ações de prevenção na educação e uma rede de acolhimento. Ele criticou a falta de atendimento adequado nas delegacias e declarou que Santa Catarina não tem a Casa da Mulher Brasileira.

“As medidas protetivas que conseguem do ponto de vista judicial ficam na bolsa, mas, quando a mulher precisa, de fato, de socorro, as delegacias estão fechadas”, disse Boppré.

Ele defendeu que meninas e meninos sejam educados para relações de convivência saudável e afirmou que é necessário enfrentar a ideia de que o homem seria proprietário da mulher.

Atuação no Senado

Boppré disse que, nas votações para autoridades como ministros do Supremo Tribunal Federal e dirigentes do Banco Central, consideraria critérios técnicos e políticos. Para ele, as instituições devem atuar em defesa da Constituição, da democracia e da soberania nacional.

O candidato afirmou ainda que pretende apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defender os trabalhadores. Entre suas propostas está pedir urgência para a votação do fim da escala 6 por 1. Ele também citou sua experiência como professor, economista e ex-deputado estadual por duas ocasiões.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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