SÃO GONÇALO — A campanha eleitoral tem gerado vídeos de humor e reclamações nas redes sociais. Entre os conteúdos que circulam estão brincadeiras sobre o comportamento de cabos eleitorais e denúncias de adesivos colados em carros sem autorização dos proprietários.
O comunicador Daniel Manhães, conhecido como Dandan, tem 41 anos e é de Mutuapira, em São Gonçalo. Nos vídeos, ele transforma situações observadas em agendas políticas em esquetes sobre as técnicas usadas por cabos eleitorais durante a busca por votos.
As publicações mostram, por exemplo, como trocar o braço ao carregar uma bandeira e como simular intimidade com pessoas desconhecidas. Em uma das brincadeiras, Dandan orienta o cabo a chegar antes, perguntar o nome de um morador e apresentá-lo ao candidato quando ele aparecer.
Os primeiros vídeos foram gravados durante agendas de Nelsinho Ruas, candidato a deputado estadual, e de Altineu Côrtes, candidato a deputado federal e presidente do partido. Dandan é amigo de longa data de Nelsinho. Ele também mantém um podcast e uma página que faz críticas a pessoas da esquerda e da direita, mas os projetos foram pausados durante a eleição deste ano.
Segundo o comunicador, os conteúdos mais recentes deixaram de ser associados a candidatos para que pessoas de outros partidos também pudessem compartilhá-los. Um dos vídeos reúne a equipe de Salvino Oliveira, candidato à Câmara, encenando o choro depois que um popular amassa o material de campanha recebido.
Adesivos em carros
Dois vídeos publicados nas redes sociais denunciaram adesivos eleitorais colados em veículos sem a autorização dos donos. Uma peça de Alexandre Isquierdo Malafaia foi criticada pela dificuldade de remoção. O candidato afirmou que assumiu os custos da limpeza e disse não compactuar com a prática. Como não foi identificado quem fez a colagem, ele considerou a possibilidade de a ação ter sido feita para prejudicá-lo.
Em outro caso, um adesivo de Daniel Soranz arrancou a tinta de um carro. Soranz disse que pagou pelo reparo e pediu desculpas. O candidato explicou que o material estava cortado e, por isso, não era possível saber se era oficial nem identificar quem o colocou.



