Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Disputa por bicicleta leva 13 pessoas a serem indiciadas pela morte em Copacabana

Relatório da 12ª DP aponta homicídio triplamente qualificado e identifica esquema informal de segurança financiado por comerciantes.

Disputa por bicicleta leva 13 pessoas a serem indiciadas pela morte em Copacabana

A investigação sobre a morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, levou ao indiciamento de 13 pessoas. O ciclista foi espancado em 12 de agosto deste ano, entre as ruas Barata Ribeiro e Felipe de Oliveira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O delegado Angelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), concluiu que o conflito começou com uma suspeita de furto envolvendo uma bicicleta antiga, desgastada e enferrujada, pertencente à irmã da vítima, Nathalia. A propriedade do objeto não havia sido esclarecida, e o relatório destaca o baixo valor comercial do bem.

Segundo Lages, a suspeita foi usada para justificar uma abordagem que terminou em agressão coletiva e morte. “Não houve a mínima demonstração de que Cláudio tivesse efetivamente subtraído o bem”, escreveu o delegado. O espancamento foi registrado por câmeras de segurança e também gravado pelos próprios agressores.

Indiciados por homicídio

Cinco pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Os acusados são Davi dos Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Dias, Ailton José da Silva e Wellignton Luiz Santos de Souza.

Davi e Jorge prestavam serviços irregulares de segurança em Copacabana. Felipe e Aílton trabalhavam como entregadores de aplicativos. Os quatro estão presos. Wellington, morador da Rocinha, está foragido. Imagens mostram que ele chutou a cabeça de Cláudio, depois de perguntar a entregadores se a vítima era um “ladrão”.

O delegado afirmou que a violência continuou depois que Cláudio caiu no chão, afastando a hipótese de contenção momentânea ou reação defensiva.

Segurança informal

A apuração também identificou uma estrutura organizada de segurança de rua, coordenada por Aluísio da Silva Filho. Ele foi indiciado por exercício ilegal da profissão, assim como Davi, Jorge e Antônio Marcos Pires Sudre da Silva. Quatro comerciantes também foram indiciados por financiar a atividade.

Antônia Sandra Rodrigues Ferreira, Antônio Gonçalves Santiago Neto, Lucilene Barros da Silva e Antônio Ivan Alves Pereira disseram pagar semanalmente de R$ 120 a R$ 150 pelo serviço, em espécie ou por PIX. Aluísio arrecadava mil reais semanais e recebia R$ 250 para liderar a atividade.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.