Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Licitação do parque em Camboriú prevê dique e área de 600 hectares

Projeto com orçamento inicial de R$ 95,2 milhões combina contenção de cheias, reserva de água e estruturas urbanas na região.

Licitação do parque em Camboriú prevê dique e área de 600 hectares

A licitação do Parque Inundável Multiuso da Bacia do Rio Camboriú entrou em uma nova etapa com previsão de investimento inicial de R$ 95,2 milhões. O projeto inclui um dique, reservatórios e estruturas hidráulicas para reduzir os efeitos das inundações e ampliar a reserva de água para Camboriú e Balneário Camboriú.

A obra será implantada em uma área de aproximadamente 600 hectares, próxima ao Loteamento Jardim Europa. O sistema foi planejado para armazenar temporariamente parte da água em períodos de chuva intensa, reduzindo a velocidade e o volume que chegam às áreas urbanizadas.

Estruturas previstas

O parque terá um dique com aproximadamente 1,6 quilômetro de extensão e 7,6 metros de altura. Também estão previstos canais, redes de drenagem e estruturas de escoamento. O projeto inclui ainda vias internas, iluminação, sinalização, paisagismo, mobiliário urbano, recuperação de áreas degradadas, recomposição de vegetação e medidas de controle de erosão e assoreamento.

A concepção do complexo prevê possibilidades de uso voltadas ao lazer, ao turismo e à convivência. Entre as sugestões estão praça, área de praia, setor de eventos, jardim botânico, planetário, resort, campo de golfe, trilhas em áreas de preservação permanente e espaços para esportes de aventura.

Essas estruturas complementares não fazem necessariamente parte da primeira etapa da obra. A implantação dependerá de projetos e definições futuras.

Projeção para os imóveis

A Imobille Negócios Imobiliários estima, em projeções preliminares, que os imóveis no entorno possam ter valorização de 20%. Para Lauricio Leal, dono da empresa, a combinação de infraestrutura urbana, áreas verdes, lazer e segurança diante de eventos climáticos pode alterar a percepção do mercado sobre uma área de Camboriú com espaço para expansão.

Na avaliação da empresa, investimentos estruturantes influenciam as decisões de moradia e investimento. Mobilidade, drenagem, áreas verdes, lazer e proteção contra as chuvas estão entre os fatores considerados na percepção de valor dos imóveis.

“O mercado começa a antecipar movimentos, terrenos passam a despertar mais interesse, novos empreendimentos chegam e, aos poucos, serviços e comércio acompanham esse crescimento”, explica Lauricio.

O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, afirmou durante o lançamento da licitação que o empreendimento poderá reduzir entre 60% e 70% as inundações. O percentual é uma projeção do município e dependerá do funcionamento do sistema após sua implantação.

Recursos e cronograma

Dos R$ 95,2 milhões previstos para a obra, R$ 73,3 milhões são recursos federais do Novo PAC, operacionalizados pela Caixa Econômica Federal. A contrapartida ficará a cargo do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Amfri (CIM-Amfri).

A concorrência para escolher a empresa responsável pela execução está aberta, e as propostas poderão ser apresentadas até 13 de outubro. O prazo estimado para a obra é de 31 meses a partir da ordem de início.

As desapropriações ficarão sob responsabilidade da prefeitura de Camboriú. Com esses custos, o investimento relacionado à implantação poderá ultrapassar R$ 100 milhões. A expectativa é iniciar as obras ainda em 2026, mas o cronograma depende do encerramento da licitação, da liberação das áreas, do licenciamento ambiental e de outras autorizações.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.