MANAUS — A LCM Construção e Comércio, de Belo Horizonte (MG), venceu a licitação do Dnit para recuperar 95 quilômetros do Trecho do Meio da BR-319, entre Borba e Manicoré, no Amazonas. A proposta apresentada pela empresa foi de R$ 356,1 milhões, abaixo dos R$ 378 milhões estimados pelo governo.
A decisão do pregoeiro foi anunciada nesta terça-feira (29). O procedimento foi encaminhado ao superintendente do Dnit no Amazonas, Orlando Fanaia Machado, que decidirá se adjudica o serviço à construtora. A contratação corresponde ao Lote 1 e foi realizada por meio do Edital nº 90130/2026.
As obras abrangem a recuperação do trecho entre os quilômetros 250,7 e 346,2. O pacote do Dnit prevê a recuperação de 340 quilômetros da parte mais crítica da rodovia, divididos em quatro lotes. O investimento estimado para as intervenções é de R$ 1,45 bilhão.
Outros lotes
A Construtora Etam recebeu, em maio, a contratação dos serviços do Lote 4, entre os quilômetros 250,7 e 346,2, em Borba e Manicoré, por R$ 362 milhões. Já o Lote 2, entre os quilômetros 346,2 e 433,1, em Manicoré, foi entregue à LCM Construção em agosto, pelo valor de R$ 402,4 milhões.
O pregão do Lote 3 terminou com a vitória da Construtora Meirelles Mascarenhas, que apresentou proposta de R$ 182,4 milhões.
Os quatro editais foram publicados em 13 de abril, mas a Justiça Federal do Amazonas suspendeu os procedimentos no dia 29, em ação ajuizada pelo Observatório do Clima. A entidade questionou a classificação das intervenções como serviços de manutenção, o que permitiu ao Dnit dispensar o licenciamento ambiental com base no novo Marco do Licenciamento Ambiental.
No mesmo dia, o TRF1 suspendeu a liminar e autorizou a continuidade das licitações. Os editais foram republicados, com previsão de abertura das propostas em 4 de maio e 20 de maio. A legislação foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2025 e entrou em vigor em fevereiro deste ano.



