O candidato ao governo de Santa Catarina Gelson Merisio (PSB) descartou privatizar a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) caso seja eleito. Ele também afirmou que a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) deve continuar pública, com melhoria na eficiência administrativa.
Merisio disse que já foi favorável à privatização da Casan, quando apoiava Jair Bolsonaro, mas mudou de posição após acompanhar processos de desestatização. Como exemplo, citou a privatização da Eletrobras, que classificou como uma tragédia para a atuação de um ente público na mediação do mercado.
“Se fosse em 2018, talvez eu tivesse uma posição diferente”, afirmou o candidato. Segundo ele, empresas privadas podem atuar nos segmentos de saneamento e energia, mas o Estado precisa manter instrumentos para regular o mercado, os preços e os serviços.
Relação entre os governos
Para Merisio, a melhoria dos serviços prestados pela Casan e pela Celesc depende de uma ação conjunta dos governos estadual e federal. O candidato apontou uma defasagem no alinhamento entre as duas esferas e disse que as companhias não devem ser responsabilizadas isoladamente pelos problemas.
“Tem que ter uma boa relação entre o governo federal e o governo do estado também, para que elas possam prestar o melhor serviço, mas públicas as duas”, declarou.
Merisio foi deputado estadual entre 2005 e 2019 e presidiu a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc). A chapa tem Angela Albino (PDT), ex-deputada federal e estadual de Santa Catarina. O número de urna informado para a candidatura é 40.
A série de entrevistas com candidatos ao governo estadual inclui Jorginho Mello (PL), João Rodrigues (PSD), Gelson Merisio (PSB) e Ralf Zimmer (PRD/Solidariedade). A programação prevê uma segunda rodada entre 07/09 e 10/09, com entrevistas de Merisio, Zimmer, Mello e Rodrigues, nessa ordem.



