O pré-candidato ao governo de Santa Catarina Gelson Merisio (PSB) afirmou que o estado pode apresentar um cenário mais aberto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Para ele, o eleitor catarinense está menos envolvido emocionalmente com disputas políticas do que em 2018 e mais disposto a discutir propostas.
Merisio apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2018. Ao avaliar a mudança no ambiente político, disse que houve desgaste da direita depois de governos estadual e federal associados ao bolsonarismo. “Hoje as pessoas continuam posicionadas, mas não mais apaixonadas pela causa”, afirmou.
O político disputou o segundo turno da eleição estadual de 2018 contra Carlos Moisés, então comandante dos bombeiros. Na avaliação de Merisio, a campanha foi marcada por uma concentração de votos em torno do número 17, ligado à candidatura de Bolsonaro.
Ele também declarou que os resultados de 2022 indicariam insatisfação do eleitor com a escolha feita quatro anos antes. Na entrevista, criticou a condução da pandemia de Covid-19 e afirmou que Santa Catarina perdeu oportunidades mesmo com o aumento da arrecadação nos últimos anos.
Críticas a investimentos e relação com Lula
Segundo Merisio, o crescimento das receitas estaduais não foi acompanhado, na mesma proporção, por investimentos estruturais. Entre os problemas mencionados estão as rodovias, o sistema prisional, a saúde pública e a valorização salarial dos professores.
O pré-candidato disse ainda que construiu uma relação pessoal e política com Lula depois das eleições de 2022. “Espero que Santa Catarina possa ser mais generosa com o presidente Lula em 2026”, declarou.
Apesar de defender maior diálogo com o governo federal, Merisio afirmou respeitar o perfil conservador do eleitor catarinense. Ele também disse que aceitará a decisão da maioria, como, segundo ele, fez em 2018.



