O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, em decorrência de uma pneumonia. A confirmação foi feita pela Academia Brasileira de Letras, instituição à qual ele pertencia.
Nascido em 1º de junho de 1931, em Além Paraíba, Zuenir se mudou com a família para o Rio de Janeiro aos 11 anos. Antes de ingressar no curso de Letras Neolatinas da atual UFRJ, em 1954, trabalhou como pintor, faxineiro e balconista.
Na mesma época, começou a atuar no jornalismo. Ao longo da carreira, trabalhou em O Cruzeiro, Veja, Isto É e Jornal do Brasil, entre outros veículos.
Sua principal obra literária foi "1968: o Ano Que não Terminou", lançada originalmente em 1988 e revisada e relançada nos anos 2000. O livro aborda acontecimentos de 1968 no Brasil e no mundo, relacionando política, arte e sociedade.
Entre os reconhecimentos recebidos por Zuenir estão o segundo lugar na categoria reportagem do Prêmio Jabuti, por "Cidade Partida", em 1995, e os prêmios Esso e Vladimir Herzog pelas reportagens "O Acre de Chico Mendes", publicadas no Jornal do Brasil em 1989.
Ele foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2014 e ocupava a cadeira nº 32, que havia pertencido ao dramaturgo Ariano Suassuna entre 1972 e 2014.



