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Obras de saneamento na Baixada devem retirar 71 milhões de litros de esgoto dos rios

Intervenções em Duque de Caxias e Nilópolis receberão R$466 milhões e devem beneficiar 325 mil moradores.

Obras de saneamento na Baixada devem retirar 71 milhões de litros de esgoto dos rios
Foto: Divulgação/Águas do Rio

Obras de saneamento previstas para começar ainda este mês em Duque de Caxias e Nilópolis devem impedir que 71 milhões de litros de esgoto por dia sejam lançados nos rios da região. As intervenções da Águas do Rio somam R$466 milhões e devem beneficiar 325 mil moradores.

Em Duque de Caxias, serão aplicados R$300 milhões na construção da Estação de Tratamento de Esgoto Farias, de pontos de captação e de uma nova rede. O conjunto deve retirar mais de 29 milhões de litros de esgoto diariamente do Rio Farias, volume equivalente a 11 piscinas olímpicas. A rede atenderá nove bairros, entre eles Pilar, Campos Elíseos, Jardim Primavera e Saracuruna.

Em Nilópolis, o investimento de R$166 milhões deve evitar que outros 42 milhões de litros de esgoto por dia cheguem aos rios Pavuna e Sarapuí. A retirada do material pode reduzir o mau cheiro e o contato da população com água contaminada.

“Cuidar do Rio Farias é cuidar das pessoas que vivem ao seu redor”, disse Samuel Augusto, diretor-executivo da Águas do Rio. Segundo ele, a expansão do saneamento contribui para prevenir doenças, diminuir odores e melhorar as condições ambientais.

Morador do bairro Cabral, Mário Jorge afirmou que os rios cheios de esgoto fazem parte da rotina de quem vive na região. Para ele, o investimento gera expectativa de melhora para a cidade e para as crianças.

Em fevereiro de 2025, Mesquita colocou em funcionamento o primeiro Coletor em Tempo Seco da Baixada, com capacidade para interceptar mais de 15 milhões de litros de esgoto por dia. A concessionária prevê investir R$19 bilhões em saneamento, até 2033, nas 27 cidades fluminenses onde atua. As ações integram o projeto de recuperação da Baía de Guanabara, para onde deságua a bacia dos rios Farias, Pavuna e Sarapuí.

Tubulações subterrâneas

Parte das novas tubulações será instalada com equipamentos chamados de “tatuzinhos”, que avançam pelo subsolo e abrem caminho para a passagem dos tubos. A técnica evita a abertura de valas ao longo das ruas.

Em Duque de Caxias, serão instalados 9,8 quilômetros de tubulações com essa tecnologia. Em Nilópolis, serão outros quatro quilômetros.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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