RIO — Durante o Setembro Amarelo, ações ligadas à convivência, à cultura e ao lazer podem contribuir para o bem-estar e para a prevenção ao suicídio. Caminhadas, passeios e experiências compartilhadas podem ajudar a romper o isolamento e dar novos sentidos à rotina, mas não substituem o acompanhamento profissional.
A psicóloga Gláucia Guedes afirma que o cuidado em saúde mental também ocorre em espaços de convivência, cultura e pertencimento. Para ela, conhecer um lugar, ouvir histórias, trocar experiências e se conectar com outras pessoas são formas de ampliar os vínculos e as possibilidades de conexão.
“Esse cuidar precisa ser não só para este mês, mas para os 365 dias do ano”, declara Gláucia.
Memória e encontro no Rio
Na Gamboa, o Instituto Pretos Novos promove o Circuito de Herança Africana, que apresenta locais da Pequena África e histórias relacionadas à formação do Rio e do país. O percurso inclui o Cais do Valongo, a Pedra do Sal e o Jardim Suspenso do Valongo.
A atividade combina conhecimento e preservação da memória com uma experiência de encontro com a cidade, a cultura e outras pessoas. Durante a caminhada, os visitantes são convidados a observar, escutar, refletir e se conectar com uma parte da história do Rio.
Para Gláucia, iniciativas desse tipo podem integrar uma vida com mais vínculos e experiências. A proposta, segundo a psicóloga, é que o cuidado não fique restrito ao mês de prevenção ao suicídio, mas esteja presente ao longo do ano.



