Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Brasileiros defendem propostas climáticas, mas priorizam segurança e custo de vida

Pesquisa com 1.800 pessoas mostra que 91% consideram importantes as mudanças climáticas, embora o tema fique em nono entre as preocupações.

Brasileiros defendem propostas climáticas, mas priorizam segurança e custo de vida
Foto: Rodolfo Pongelupe/FAS

A maioria dos brasileiros considera importantes as mudanças climáticas e a preservação ambiental, mas coloca o tema atrás de questões como segurança pública, custo de vida, saúde e educação. É o que aponta uma pesquisa com 1.800 pessoas, realizada pela Ipsos a pedido do Observatório do Clima.

No levantamento, 91% dos entrevistados disseram valorizar as mudanças climáticas e medidas de preservação. O mesmo percentual defende que os candidatos às eleições de 2026 apresentem propostas para enfrentar o problema. Para 62%, essa agenda é muito importante.

Entre os problemas apresentados, segurança pública e criminalidade lideram, com 49% das menções. O aumento do custo de vida ou a inflação aparece com 41%, seguido pela violência contra as mulheres e os feminicídios, com 36%, e pela qualidade da saúde pública, com 34%. As mudanças climáticas e a crise ambiental ficaram em nono lugar, citadas por 19%.

Os dados também mostram que 87% associam as mudanças climáticas a secas, chuvas intensas e ondas de calor. Para 85%, o fenômeno afeta o cotidiano da população. Outros 79% defendem que o tema seja priorizado mesmo com custos econômicos, enquanto 76% avaliam que ainda é possível evitar os impactos mais graves se medidas forem adotadas imediatamente.

Percepções sobre causas e responsabilidades

As mudanças climáticas foram apontadas por 35% como o principal problema ambiental. Gestão de resíduos e lixo recebeu 21% das menções; qualidade do ar e poluição, 15%; e escassez de água e secas, 14%.

Para 58% dos entrevistados, a atividade humana é a principal causa das mudanças climáticas. Outros 36% veem uma combinação entre atividade humana e fenômenos naturais, e 5% atribuem o fenômeno principalmente a causas naturais. Em relação à responsabilidade pelo enfrentamento, 67% consideram que empresas e indústrias têm uma responsabilidade maior que os cidadãos.

O levantamento também abordou o gás metano. Embora seja mais potente que o CO2, o conhecimento sobre sua atuação e suas principais fontes é restrito. Para 64%, as principais fontes são aterros sanitários, lixões e a queima de combustíveis fósseis. No Brasil, a principal emissão do gás ocorre na pecuária.

Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, afirmou que os brasileiros querem compromissos dos candidatos com a agenda climática. “A maioria dos presidenciáveis tem planos fracos ou inexistentes para o tema”, disse.

Avaliação de políticas ambientais

Para 90% dos brasileiros, é muito importante que o governo e as políticas públicas se dediquem à proteção ambiental. Apenas 3% consideram essa prioridade pouco ou nada importante.

Sobre as normas ambientais, 43% rejeitam sua flexibilização e defendem que os investimentos se adaptem à regulamentação vigente. A pesquisa resume que 4 em 5 pessoas mantêm uma posição de proteção ou cautela ambiental.

As avaliações sobre a atuação dos diferentes setores foram predominantemente negativas. Pessoas em geral receberam 78% de avaliações negativas e 6% de positivas. Entre empresas privadas, foram 75% negativas e 6% positivas. O governo brasileiro teve 71% de avaliações negativas e 9% de positivas. A principal responsabilidade por liderar mudanças nas políticas ambientais foi atribuída ao governo federal.

A pesquisa ouviu pessoas de todo o país com 18 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de agosto. O questionário online teve 32 perguntas sobre clima, meio ambiente, agenda pública e governamental, além de atitudes e comportamentos relacionados aos temas.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.