RIO DE JANEIRO — A Prefeitura do Rio e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram um projeto de R$ 509 milhões para a implantação de uma parceria público-privada (PPP) de ônibus elétricos. O banco financiará R$ 329 milhões por meio do Fundo Clima, enquanto R$ 141,2 milhões serão aportados pela concessionária e R$ 38,8 milhões pelo município.
A iniciativa prevê a compra de 175 veículos, que devem começar a operar no Sistema RIO no segundo semestre de 2027. Os primeiros 80 ônibus têm previsão de circulação a partir de outubro de 2027. Os veículos terão sensores e câmeras, carregadores USB, ar-condicionado e piso baixo.
A PPP terá duração de 16 anos: um ano para implantação e 15 anos de operação. A concessionária ficará encarregada da aquisição dos ônibus, das obras da garagem, da instalação dos equipamentos de recarga e da operação e manutenção do serviço.
Garagem na Maré
Os veículos serão concentrados em uma garagem na Vila do João, no Complexo da Maré, em frente à Fundação Oswaldo Cruz, na Avenida Brasil. O terreno tem aproximadamente 41 mil metros quadrados. A unidade contará com espaços para estacionamento, manutenção, administração, almoxarifado e recarga das baterias, que deverá ocorrer principalmente durante a noite.
A partir de segunda-feira, serão divulgados os materiais da consulta pública para a estruturação da PPP. A licitação está prevista para dezembro, e a assinatura do contrato, para janeiro do ano que vem.
Os 175 ônibus equivalem a cerca de 3,5% da frota municipal, estimada em aproximadamente 5 mil veículos. A meta prevista no Plano de Desenvolvimento Sustentável do Rio é alcançar, até 2030, pelo menos 20% de coletivos elétricos, o equivalente a cerca de mil ônibus.
Segundo a Prefeitura, a substituição deverá evitar a emissão de aproximadamente 13,3 mil toneladas de CO₂ por ano e reduzir a poluição sonora. O Fundo Clima apoia projetos voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa, incluindo iniciativas de mobilidade urbana sustentável.
Para Luciana Aparecida da Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, o projeto poderá avançar porque os custos permitem a viabilidade econômica. “A hora chegou, o Rio tem condições de fazer esses investimentos”, afirmou.



