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Projeto da Linha 3 prevê 50 km e 29 estações na Região Metropolitana do Rio

Estudo da Coppe/UFRJ propõe ligação metroviária entre Rio, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, com redução de até 85% em viagens.

Projeto da Linha 3 prevê 50 km e 29 estações na Região Metropolitana do Rio

Um estudo da Coppe/UFRJ para a implantação da Linha 3 do Metrô foi apresentado nesta terça-feira (15) na Câmara dos Vereadores do Rio. A proposta prevê 50 quilômetros de trilhos e 29 estações, conectando o Centro do Rio a Niterói, São Gonçalo e Itaboraí por uma travessia sobre a Baía de Guanabara.

O Projeto Prisma-RJ, que desenvolve a proposta, busca atualizar o planejamento da linha com base em informações recentes sobre mobilidade, ocupação urbana, economia, meio ambiente e segurança pública. A discussão sobre uma ligação metroviária entre os dois lados da baía existe desde a década de 1960.

Traçado e tempo de viagem

O projeto prevê trens com velocidade máxima de 80 km/h, intervalo mínimo de 90 segundos, bitola larga, alimentação por catenária e sinalização CBTC. De acordo com os pesquisadores, a configuração poderia reduzir em até 85% o tempo de determinados deslocamentos.

Entre Icaraí e o Aeroporto Santos Dumont, por exemplo, a estimativa é de que o percurso caia de 75 minutos de carro para 11 minutos com a Linha 3. No trajeto entre o Centro de São Gonçalo e a UFF Gragoatá, o tempo projetado passaria de 50 para 33 minutos. Já entre Alcântara e Niterói, a previsão é de redução de 55 para 37 minutos.

O encontro foi convocado pelo vereador Flávio Valle e contou com a participação do professor Rômulo Orrico, coordenador do estudo, e do professor Glaydston Ribeiro, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes. O trabalho está em desenvolvimento há mais de um ano.

Critérios usados no planejamento

A equipe analisou 12 planos de mobilidade anteriores e comparou o novo percurso com alternativas já avaliadas. A metodologia incorporou 12 variáveis territoriais, distribuídas entre aspectos sociais, dinâmica urbana e fatores ambientais e de segurança pública.

Entre os dados considerados estão população, áreas vulneráveis, empregos, renda, matrículas escolares, capacidade de adensamento, polos que geram deslocamentos e bens protegidos ou tombados. A modelagem também incluiu informações ambientais e de segurança.

Pela primeira vez no processo descrito pelos pesquisadores, a segurança pública foi inserida diretamente na definição do traçado. Foram simulados os efeitos de áreas com histórico de conflitos armados sobre as alternativas, para localizar trechos onde a operação poderia ficar exposta a esse tipo de instabilidade.

Demanda e próximas etapas

O levantamento indica que os deslocamentos de passageiros e veículos nos horários de pico chegam a 2,5 milhões, volume 68% superior ao registrado em 2016. No mesmo intervalo, a quantidade de motocicletas também aumentou 68%. Atualmente, a região depende principalmente dos ônibus, e moradores relataram longos tempos de viagem e impacto do transporte no orçamento familiar.

A proposta ampliaria o alcance da linha no entorno das estações. A estimativa é atender 182 mil moradores, ante 92 mil nas alternativas anteriores, uma elevação de 98%. O número de empregos acessíveis praticamente dobraria, enquanto a cobertura de matrículas escolares subiria de 23 mil para 48 mil.

Para analisar a área de influência, o Prisma-RJ reuniu informações de mais de 300 mil endereços geolocalizados ligados a empregos, escolas e unidades de saúde. O levantamento também incluiu mais de 12 mil obras residenciais e 14 mil imóveis à venda.

Uma pesquisa de origem e destino, baseada no rastreamento anonimizado de 19 milhões de sinais de telefonia celular, apontou o eixo entre Niterói e São Gonçalo como o trecho de maior fluxo na área analisada, com cerca de 340 mil viagens diárias.

O projeto ainda terá uma etapa de concepção definitiva, com pesquisa de preferência declarada e estimativas de demanda e receita. Depois, estão previstas a modelagem da licitação, a elaboração de minuta de edital e contrato e o acompanhamento do processo licitatório.

Na Câmara, Rômulo Orrico afirmou que o traçado precisa considerar diferentes variáveis e mencionou mudanças nos deslocamentos após a pandemia. O secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, defendeu a ampliação da malha metroviária na cidade do Rio e na Região Metropolitana. Segundo ele, a Prefeitura do Rio acompanha o estudo e poderá contribuir para viabilizar a Linha 3.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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