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TRE-SC ordena preservação de dados de perfis pessoais de Jorginho Mello

Decisão atende pedido de coligação, que suspeita do uso de servidores e recursos públicos na gestão das redes do governador licenciado.

TRE-SC manda Meta preservar dados de perfis de Jorginho Mello sob suspeita de uso da máquina pública

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) determinou que a Meta preserve dados relacionados ao perfil pessoal do governador licenciado Jorginho Mello. A medida atende a um pedido da Coligação Santa Catarina com Lula e Contra o Extremismo, formada por PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança e Federação PSOL Rede, em uma Ação de Produção Antecipada de Provas.

A decisão, relatada pelo desembargador eleitoral Márcio Schiefler Fontes, exige a preservação de logs de acesso, registros financeiros e informações sobre impulsionamentos realizados na conta pessoal do governador ao longo de 2026. O TRE-SC negou, por enquanto, pedidos de busca ampla e de exibição imediata dos dados.

O procedimento tem como base a suspeita apresentada pela coligação de que servidores comissionados e recursos do orçamento estadual teriam sido usados na gestão e na promoção das redes pessoais de Jorginho Mello. Dados do portal da transparência indicam que pelo menos três profissionais ligados direta ou indiretamente ao Governo de Santa Catarina atuariam por trás de contas pessoais e do site particular do político.

Profissionais citados

Entre os nomes mencionados está Igor, associado a uma empresa apresentada como agência de monitoramento de redes sociais e imprensa. Um dos conteúdos impulsionados ligado ao contato dele trata de uma resposta de Jorginho Mello a críticas sobre o anúncio da rodovia Viamar, em junho de 2026. O projeto deve ligar Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis, em paralelo à BR-101.

Também é citado Eduardo Cordini Valente, funcionário da Secretaria de Comunicação desde janeiro de 2023, com salário de R$ 18.517,10. Ele aparece como responsável pelo registro do domínio do site oficial do governador e em registros de atividades do Partido Liberal como fotógrafo. Segundo os dados mencionados, recebeu R$ 9 mil do fundo partidário em 2025, o mesmo valor de 2024.

Outra servidora citada é Jacqueline Junges Nunes da Silva, conselheira com cargo em comissão na Secretaria de Infraestrutura. O número de telefone associado aos anúncios mais recentes da campanha de Jorginho Mello aparece vinculado a ela. A servidora recebe R$ 4.236 e, desde novembro de 2024, também recebe Jeton por participação em reuniões de conselhos ou órgãos deliberativos.

Atos publicados em setembro de 2024 e outubro de 2025 a qualificam como integrante da Junta Administrativa de Recursos de Infrações da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade de Santa Catarina, com “notório conhecimento em trânsito”. Em 2025, ela recebeu R$ 104.392,43 do fundo partidário do PL em Santa Catarina. No ano anterior, recebeu pouco mais de R$ 87 mil.

Alcance e objetivo do processo

O perfil pessoal e nominal do governador tem cerca de 200 mil seguidores a mais que a conta do Governo de Santa Catarina. Os anúncios das duas contas utilizam contatos diferentes: o perfil oficial do governo usa outro número telefônico e um e-mail institucional com domínio gov.br.

A coligação afirma que pretende demonstrar, no mérito, o uso de recursos, servidores e infraestrutura pública para administrar e promover os perfis pessoais de Jorginho Mello, com impacto no projeto de reeleição em 2026. A produção antecipada busca preservar registros digitais que poderiam ser apagados ou alterados.

Na decisão, o relator esclareceu que o procedimento é autônomo e serve para permitir o conhecimento prévio de fatos. O magistrado ressaltou que a medida não representa avaliação aprofundada do mérito nem declaração sobre a ocorrência de ilícito.

Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça analisou caso envolvendo o ex-governador de São Paulo João Doria e considerou que ele pode ter incorrido em uso de verbas públicas para promoção pessoal. A Secretaria de Comunicação e os profissionais citados não responderam às solicitações até o fechamento do material.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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