O governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) a suspensão de uma propaganda da coligação Coragem para Mudar. A inserção aborda o aumento dos feminicídios no estado e relaciona a violência contra mulheres à disseminação de discursos de ódio.
A representação, apresentada com pedido de liminar, trata de uma peça exibida no domingo (31). Conforme os dados do Observatório da Violência Contra a Mulher mencionados na propaganda, os casos de feminicídio cresceram 33% em Santa Catarina. O processo foi encaminhado a um juiz auxiliar do TRE-SC e aguarda manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.
Na inserção, Angela Albino (PDT), candidata a vice-governadora, afirma que declarações ofensivas contra mulheres contribuem para a violência. “Nos seis primeiros meses do ano, os feminicídios aumentaram 33,3% no estado”, diz a candidata, que também defende o fim do discurso de ódio.
A propaganda exibe imagens de Jair Bolsonaro (PL) e Jorginho Mello em momentos apresentados como ataques ou manifestações de desdém contra mulheres. Também aparece o governador segurando um bastão de madeira. A defesa de Jorginho afirma que as imagens foram retiradas de contexto.
A coligação Coragem para Mudar é liderada por Gelson Merísio (PSB) e reúne PDT, PCdoB, PT, PV, PSol e Rede. Em publicação nas redes sociais, Merísio disse que a medida judicial não altera os dados apresentados na peça. Ele também afirmou que Santa Catarina não aderiu ao programa Casa da Mulher Brasileira, do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Depois da iniciativa do governador, Angela Albino publicou um vídeo nas redes sociais e declarou surpresa com o pedido. Ela afirmou que diversas candidaturas fizeram críticas a Jorginho Mello, mas que a fala de uma mulher sobre a situação das mulheres em Santa Catarina foi o que levou o caso à Justiça Eleitoral.




