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TSE amplia informações exigidas em registros de pesquisas eleitorais

Institutos deverão detalhar mídias exibidas, ordem das perguntas, população representada, confiança e margem de erro.

TSE amplia informações exigidas em registros de pesquisas eleitorais
Foto: Antonio Augusto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a exigir mais informações no registro de pesquisas eleitorais. Entre as mudanças determinadas pelo presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, está a indicação sobre o uso de áudios, vídeos ou imagens apresentados aos entrevistados.

Os institutos também deverão informar a ordem em que as perguntas foram feitas e detalhar a população representada, o nível de confiança e a margem de erro máxima esperada. O TSE afirma que a atualização não cria novas obrigações, mas amplia a transparência sobre dados já previstos na legislação eleitoral.

Mudanças após suspensão de pesquisa

A inclusão das mídias nos questionários passou a ser discutida depois que uma pesquisa AtlasIntel foi suspensa por decisão liminar concedida em junho por Nunes Marques, a pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A campanha alegou que o instituto havia apresentado aos entrevistados um áudio de Flávio pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro sem registrar o material no sistema do TSE.

O tribunal ainda não concluiu o julgamento sobre a suspensão. A análise foi interrompida em junho após pedido de vista da ministra Estela Aranha, que passou a buscar um consenso sobre os parâmetros aplicáveis às pesquisas eleitorais no país. Em 21 de agosto, ela prorrogou o pedido de vista por mais 30 dias, e o processo continuava sem liberação para julgamento.

As alterações foram implementadas depois de reuniões realizadas em julho deste ano entre Nunes Marques e representantes dos institutos de pesquisa.

Pelas regras já vigentes, as empresas precisam informar ao TSE, até cinco dias antes da divulgação de cada levantamento, o contratante, o valor e a origem dos recursos, a metodologia, o período das entrevistas, o plano amostral e o questionário completo. Especialistas avaliam que perguntas sobre avaliação e aprovação de governo, intenção de voto e rejeição deveriam vir antes de questões que relacionem candidatos a fatos e atores políticos.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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