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Novo mapa da ONU mantém Ilhas Curilas sob controle russo e gera protesto japonês

Japão apoiou a adoção do modelo Equal Earth, mas contestou a representação de um arquipélago disputado com a Rússia.

Novo mapa da ONU mantém Ilhas Curilas sob controle russo e gera protesto japonês
Foto: Equal Earth/Divulgação

O Japão apoiou a mudança do mapa-múndi aprovado pela Assembleia Geral da ONU, mas contestou a forma como as Ilhas Curilas aparecem na nova versão. O arquipélago é representado como parte do território russo, embora seja disputado pelos dois países.

A reclamação foi apresentada pelo canal diplomático japonês ao responsável pelo site de mapas. Minoru Kihara, porta-voz do governo, afirmou nesta quinta, 10, que a representação diverge da posição oficial do país e exigiu sua correção. Segundo ele, o Japão precisa impedir a propagação de interpretações equivocadas sobre seus territórios e nomes geográficos.

As ilhas são chamadas de Territórios do Norte pelo Japão. A disputa começou no fim da Segunda Guerra Mundial. Em 1945, último ano do conflito, a União Soviética, atual Rússia, invadiu o arquipélago e expulsou os japoneses.

A presença militar russa permanece nas ilhas. No último mês, o presidente Vladimir Putin visitou o arquipélago, em um episódio descrito no comunicado japonês como inédito. Toshimitsu Motegi, ministro das Relações Exteriores, declarou que os Territórios do Norte integram o território japonês sob uma perspectiva histórica e com base no direito internacional. O governo também protestou contra a visita.

A resolução foi votada na última sexta, 4. O Japão esteve entre os países favoráveis à adoção do modelo “Equal Earth” (Terra Igualitária), que busca representar os tamanhos dos países e continentes de maneira mais próxima da realidade.

O modelo foi apresentado em uma proposta liderada pelo Togo e substitui a referência predominante da Projeção de Mercator, criada no século 16 pelo geógrafo belga Gerardo Mercator. Essa projeção amplia visualmente as áreas próximas aos polos e reduz as regiões equatoriais, fazendo a Europa e a América do Norte parecerem maiores, enquanto África e América do Sul aparecem menores.

A mudança recebeu 164 votos favoráveis, um contrário, dos Estados Unidos, e seis abstenções. A Ucrânia se absteve porque a versão do site Equal Earth representa a Crimeia fora de seu território. A região também é alvo de disputa com a Rússia.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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