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Por que o Equal Earth pode ganhar espaço em escolas e plataformas digitais

A projeção preserva a proporção entre áreas de países e continentes, enquanto o Mercator continua adequado à navegação.

Por que o Equal Earth pode ganhar espaço em escolas e plataformas digitais

A projeção Equal Earth pode passar a ser usada em escolas, atlas, órgãos públicos e plataformas digitais para comparar países e continentes sem ampliar visualmente as regiões próximas aos polos. A recomendação está em uma resolução aprovada pela ONU por 164 votos a favor, mas o documento não é obrigatório.

O que muda na comparação entre territórios

No Equal Earth, a África aparece cerca de 14 vezes maior que a Groenlândia, proporção próxima à realidade. O continente africano tem cerca de 30,37 milhões de km², enquanto a Groenlândia possui aproximadamente 2,17 milhões de km². A África também é maior que o Brasil, os Estados Unidos e a Europa.

A projeção de Mercator, por outro lado, pode fazer a Groenlândia parecer comparável à África e até maior que a América do Sul. Criada pelo cartógrafo flamengo Gerardus Mercator em 1569, ela preserva ângulos e rumos locais. Essa característica permite representar uma direção constante como linha reta e mantém sua utilidade para a navegação, mas aumenta a escala das áreas próximas aos polos.

A escolha entre as duas projeções depende do objetivo. O Equal Earth prioriza a preservação das áreas relativas. O Mercator favorece a leitura de ângulos e rumos locais. Como nenhum mapa plano conserva simultaneamente área, forma, distância e direção, o Equal Earth também apresenta distorções de formato.

Resolução aprovada pela ONU

A resolução Corrigir o Mapa foi apresentada por países da União Africana e pelas Bahamas, com o Togo à frente das negociações. O texto recomenda o uso do Equal Earth e de outras projeções de áreas equivalentes quando a finalidade for comparar territórios.

A recomendação também alcança escolas, governos, meios de comunicação e plataformas digitais, que podem adotar esses mapas e informar as limitações de cada projeção. Serviços como o Google Maps ainda usam uma versão do Mercator, adequada à navegação e aos diferentes níveis de zoom locais.

A decisão não modifica fronteiras, soberania ou o status de territórios disputados. A União Europeia apoiou a resolução, sem endossar todos os mapas apresentados no site do projeto. A Ucrânia, uma das seis abstenções, questionou a representação de áreas ocupadas pela Rússia. Os Estados Unidos foram o único voto contrário e classificaram a iniciativa como ideológica. A França anunciou a intenção de abandonar o Mercator em mapas-múndi.

Como baixar o mapa em português

O site oficial do Equal Earth disponibiliza mapas gratuitos e em domínio público. Há versões políticas, físicas, sem nomes e editáveis. Para obter o mapa político em português do Brasil, é preciso acessar o Equal Earth Wall Map, escolher o centro do mapa, selecionar Portuguese (BR) na lista de idiomas e baixar o arquivo JPEG em alta resolução.

Também há uma versão em português centrada nas Américas e um mapa físico com informações sobre relevo, rios, vegetação e fundo oceânico.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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