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Avião que caiu em Água Boa havia sido apreendido com mais de 60 kg de cocaína

A aeronave foi apreendida pela Polícia Federal em 2017 e caiu após decolar sem autorização de Goiânia; três homens morreram.

Avião que caiu em Água Boa havia sido apreendido com mais de 60 kg de cocaína
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O avião que caiu em uma fazenda de Água Boa, em Mato Grosso, na quinta-feira (10), era o mesmo apreendido pela Polícia Federal (PF) em Goiânia, em 2017, durante uma investigação sobre tráfico internacional de drogas. Na ocasião, dois irmãos gêmeos espanhóis foram presos e mais de 60 kg de cocaína foram localizados na aeronave, inclusive na asa.

O acidente matou os três ocupantes, todos homens, conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec). A queda ocorreu em uma propriedade rural situada a cerca de 20 km da área urbana do município. O avião foi destruído pelo fogo, e os destroços ficaram concentrados em um único ponto. Para a perícia, essa configuração indica uma queda vertical, sem sinais de tentativa de pouso forçado.

De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, a aeronave estava em um hangar de Goiânia e teria sido comprada por um novo proprietário há cerca de quatro meses. A polícia informou que o avião não apresentava condições de voo. Na manhã do acidente, por volta das 8h, o proprietário e outras duas pessoas teriam embarcado e decolado sem autorização. O destino não foi esclarecido, e não havia plano de voo registrado.

A investigação sobre o avião começou após uma denúncia anônima levar a PF a um hangar localizado em um aeródromo às margens da GO-070, em Goiânia. Os agentes encontraram parte da droga no assoalho e, em uma vistoria posterior, localizaram entorpecentes também na asa. Os irmãos espanhóis negaram ser donos da cocaína e afirmaram que desconheciam a existência da droga.

Apreensão, leilões e identificação

Após a apreensão, a aeronave permaneceu vinculada ao processo judicial. Em 2020, foi colocada em leilão, mas não houve arrematantes. Em dezembro de 2023, voltou a ser oferecida em leilão eletrônico, com avaliação de R$ 180 mil, dentro do processo relacionado à apreensão de bens da investigação de tráfico.

Quando foi apreendido, o avião tinha matrícula norte-americana. Segundo a Polícia Civil, a aeronave que caiu apresentava uma identificação como se tivesse registro brasileiro. A polícia apura como o avião voltou a voar e as circunstâncias relacionadas à matrícula. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) havia informado, na época da apreensão, que a aeronave tinha autorização para entrar no Brasil. A última autorização de voo havia sido emitida em 26 de outubro de 2017, com destino a Goiânia.

A área da queda foi isolada para os trabalhos da Politec e da Polícia Civil. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também foi comunicado. Até o momento, a polícia não encontrou indícios de que os três ocupantes transportassem drogas no voo. As identidades das vítimas ainda não haviam sido divulgadas na última atualização.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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