O Dia Internacional do Café passa a ter reconhecimento oficial da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). A data é celebrada nesta quinta-feira (1), enquanto o Brasil mantém também o Dia Nacional do Café, instituído em 24 de maio no Calendário de Eventos do país.
O reconhecimento ocorre em um período de resultados positivos para o setor cafeeiro brasileiro. Conforme o 3º Levantamento da Safra, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita prevista para 2026 deve chegar a 67,6 milhões de sacas de 60 kg. O volume representa aumento de 19,6% em relação ao ano anterior.
O consumo interno também cresceu. Em 2025, os brasileiros consumiram 21,4 milhões de sacas, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Opções para adoçar o café
O açúcar refinado ou cristal é o mais comum e se dissolve rapidamente, mas pode alterar bastante o sabor original quando usado em excesso. O demerara ou orgânico passa por menos refinamento, mantém parte dos nutrientes da cana e tem doçura intensa. Já o mascavo é bruto e integral, com sabor forte de melaço, capaz de modificar o aroma e o gosto da bebida.
Entre as alternativas, a sucralose interfere pouco no sabor. Stévia e xilitol são opções de baixo impacto glicêmico. Mel e melado de cana deixam a bebida mais encorpada e acrescentam um retrogosto marcante. O açúcar de coco tem índice glicêmico mais baixo e sabor levemente caramelizado.
Também é possível recorrer a especiarias e ingredientes que não adicionam açúcar. A canela pode ser colocada junto com o pó no filtro ou polvilhada sobre a bebida. Extrato ou fava de baunilha acrescenta aroma adocicado. Leites vegetais, como os de coco ou de amêndoas, dão cremosidade e dulçor natural.
A escolha do grão também influencia o resultado. Substituir cafés muito torrados, classificados como tradicionais ou extra-fortes, por cafés especiais 100% Arábica reduz o amargor e evidencia a doçura natural do fruto.
Limites de cafeína
A quantidade diária recomendada varia de acordo com a pessoa. Para adultos saudáveis com cerca de 70 kg, a indicação é de 300 a 400 miligramas, o equivalente a 4 xícaras de 200 ml de café coado. Para crianças e adolescentes, o limite informado é de 100 miligramas, correspondente a 1 xícara de 200 ml.
Gestantes e lactantes têm indicação de até 200 miligramas de cafeína, ou 2 xícaras de 200 ml de café coado.
O consumo próximo do horário de dormir pode comprometer a qualidade do sono em pessoas sensíveis à cafeína. O efeito nem sempre é percebido imediatamente e pode ocorrer mesmo sem agitação evidente. Quem tem dificuldade para dormir pode observar se há relação entre o problema e o horário da última xícara.


