A enfermeira Érika Fernandes Viana, de 51 anos, morreu seis meses após receber o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), segundo a amiga Elizabeth Nunes. Os primeiros sintomas apareceram em dezembro de 2025, com episódios de tontura. A evolução do quadro foi rápida e, em março, Érika já não conseguia andar.
Inicialmente, houve suspeita de labirintite. A enfermeira passou por atendimento médico e por um otorrino, mas a perda dos movimentos se intensificou. De acordo com Elizabeth, Érika começou a usar um andador e ficou internada por um mês até receber o diagnóstico.
“A gente foi acompanhando porque ela foi perdendo os movimentos e começou a andar com andador”, explicou Elizabeth.
A DCJ é uma doença priônica degenerativa que compromete o sistema nervoso central. Conforme o relato da amiga, Érika perdeu progressivamente os movimentos das pernas e dos braços, até deixar de realizar funções.
Trabalho e convivência
Érika atuava em dois empregos na área da saúde: como enfermeira em Senador Canedo e como técnica de enfermagem no Cais dos Municípios. Elizabeth a descreveu como uma pessoa alegre, disposta e dedicada aos pacientes e às equipes com as quais trabalhava.
A amiga também relatou que a enfermeira mantinha uma relação próxima com os pacientes e buscava atender às necessidades de cada pessoa. Para Elizabeth, o bom humor e a disposição de Érika marcaram a convivência com familiares, colegas e pacientes.
A progressão da doença afetou a família, especialmente a mãe e os demais parentes. Elizabeth afirmou que os familiares não esperavam a evolução do quadro e enfrentam a perda com tristeza.
Segundo ela, a doença não tem tratamento nem cura, e a sobrevida estimada varia de seis meses a um ano. Do início dos sintomas, em dezembro, até a morte, transcorreram cerca de nove meses. “É muito triste, ficamos sem chão”, lamentou a amiga.



