Um trecho do Rio da Prata, em Jardim, Mato Grosso do Sul, secou completamente em quatro dias. Imagens feitas no mesmo ponto mostram que a água, antes presente em uma longa extensão do leito, deu lugar a terra, pedras e galhos.
O primeiro registro foi realizado em 27 de agosto de 2026 por Nisroque Soares, coordenador do Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA). Em 1º de setembro, a área apareceu sem água. De acordo com o IGMA, a estiagem afetou cerca de 4 quilômetros do leito.
Com a queda do nível do rio, peixes ficaram presos em pequenas poças, com pouca água e baixa concentração de oxigênio. Equipes do IGMA e do Instituto Amigos do Rio da Prata, em Jardim, fizeram uma ação emergencial e retiraram cerca de 200 animais das áreas afetadas. Os peixes foram levados para um trecho mais profundo, onde o rio mantém fluxo normal.
Monitoramento do rio
Nisroque Soares informou que o IGMA acompanha a situação e percorre as partes secas do leito para avaliar as condições ambientais. Se for necessário, a equipe poderá realizar novos resgates.
Voluntários que vivem nas proximidades também colaboram com o monitoramento. Eles verificam diariamente as condições do Rio da Prata e avisam o instituto quando percebem mudanças.
A falta de chuva nos próximos dias pode fazer outras áreas do rio secarem, ampliando o risco para os peixes e demais organismos aquáticos.
Registros anteriores
O Rio da Prata já havia apresentado redução significativa do nível da água durante a estiagem de 2025. Naquele ano, cerca de 11 quilômetros do leito foram afetados, e aproximadamente 1.273 peixes foram resgatados e transferidos para um trecho com fluxo normal, dentro do Recanto Ecológico.
Entre junho e julho de 2024, a água desapareceu em cerca de 20 dos 90 quilômetros de extensão do rio. O episódio também atingiu a região sob a ponte do Curé e foi acompanhado pelas equipes dos institutos.



