O furacão Polo atingiu a Categoria 5 na manhã desta terça-feira (22), no Oceano Pacífico, enquanto se desloca em direção ao México. O sistema passou por uma intensificação rápida e registra ventos de aproximadamente 265 km/h, impulsionados por águas mais quentes e condições associadas ao “super El Niño”.
Entre segunda-feira (21) e a manhã desta terça-feira, a velocidade dos ventos aumentou 177 km/h, passando de 80 km/h, quando o Polo ainda era uma tempestade tropical, para 257 km/h. A intensificação rápida é definida pelo aumento de aproximadamente 93 km/h ou mais na velocidade dos ventos em 24 horas.
A previsão é que os ventos mais intensos permaneçam em alto-mar. O furacão deve seguir para noroeste, paralelamente à costa mexicana, até o final da semana. Alertas de tempestade tropical estão em vigor para a costa sudoeste do México, com previsão de condições de tempestade até o início da quarta-feira (23).
Chuva e risco de deslizamentos
As chuvas fortes podem causar inundações e deslizamentos de terra com risco de morte. Nos estados de Guerrero e Michoacán, o volume de chuva deve variar entre 76 e 152 mm, com acumulados locais de até 203 mm até quinta-feira (25). Nas áreas costeiras de Oaxaca, Colima e Jalisco, a previsão indica volumes entre 51 e 102 mm.
O furacão Polo apresentou uma intensificação semelhante à do furacão Otis, que, em 2023, teve aumento de 169 km/h na velocidade dos ventos em 21 horas antes de atingir Acapulco, no México.
No início de setembro, o furacão Marie também ganhou força perto da Baixa Califórnia, no México. Na mesma ocasião, Karina e Lowell avançavam para oeste, afastando-se do continente americano. A presença simultânea dos três sistemas no Pacífico foi considerada rara. Situação semelhante havia ocorrido em 2015, com Kilo, Ignacio e Jimena.
Segundo o meteorologista Marcelo Martins, da Epagri, as águas quentes relacionadas ao El Niño podem fornecer energia para a formação e o fortalecimento das tempestades tropicais. Uma previsão oficial da Organização Meteorológica Mundial indica que o fenômeno deve se intensificar nos próximos três meses.



