CAMPO GRANDE — Phellipe Rodrigues, Emely Caroline Lourenço e um funcionário receberam liberdade provisória após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (24). Os três haviam sido presos na terça-feira (22), durante uma operação da Polícia Civil que investiga a receptação e o desmanche de motocicletas roubadas.
A decisão é do juiz Francisco Vieira de Andrade Neto. Embora tenha reconhecido a gravidade dos fatos, ele considerou que a prisão preventiva não é necessária neste momento e que outras medidas podem ser suficientes para acompanhar o andamento da investigação.
Passagem secreta e peças apreendidas
A prisão ocorreu depois que investigadores encontraram uma passagem escondida atrás de uma geladeira. O acesso ligava a casa de Phellipe a um imóvel vizinho, apontado pela investigação como local usado para desmontar motocicletas.
No imóvel, a Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) apreendeu centenas de peças e motores. De acordo com o delegado Francis Freire, dezenas desses itens já foram associados a veículos roubados e desmontados. O restante ainda será analisado.
Também foram encontrados motores e outras peças com sinais de adulteração. A perícia deverá verificar a origem dos materiais e possíveis relações com outros veículos roubados. A quantidade exata de peças vinculadas a crimes ainda não foi definida.
A investigação aponta que Phellipe participava da receptação, do desmanche e da revenda de peças havia pelo menos dois anos. O empresário e o funcionário já tinham sido presos pela Defurv por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, mas estavam em liberdade.
Destino do material
A Defurv apura, desde o início do ano, o destino de peças retiradas de motocicletas roubadas em Campo Grande. Conforme Francis Freire, a oficina mantinha ligação com pontos de venda desse tipo de material.
A polícia investiga para onde seriam encaminhadas as peças apreendidas e se outras pessoas participavam do esquema. A defesa dos três não foi localizada.



