Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Sul

Operação prende familiares de suspeito de atentado e investiga policiais por desvio de drogas

Ação do Gaeco apura retirada de entorpecentes apreendidos e envolveu mandados em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Operação prende familiares de suspeito de atentado e investiga policiais por desvio de drogas

Familiares de Kayon Lucas Leodoro da Silva, conhecido como LK, estão entre os presos na operação Infiltrados, deflagrada nesta quinta-feira (24) para investigar um esquema de desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais. A ação também alcançou policiais civis, militares, um policial penal e outros dois civis.

Valdenice da Silva Góis, mãe de LK; Ana Carolina da Silva, irmã dele; outra irmã, que é advogada e não teve o nome divulgado; e a esposa do suspeito, cuja identidade não foi confirmada, foram presas. A polícia ainda não informou qual seria a participação das mulheres no esquema.

LK está preso desde março, suspeito de ser o atirador de um atentado ocorrido em 15 de fevereiro, no bairro Caiobá, que deixou cinco pessoas feridas. Conforme as investigações, antes da prisão pelas tentativas de homicídio, ele teria integrado o esquema e atuado como comparsa de policiais. Em junho de 2025, teria participado, com um policial penal e dois policiais militares, do monitoramento de um depósito de drogas para realizar a apreensão e depois comercializar os entorpecentes.

Policiais e outros alvos

Ao menos nove policiais que estavam na ativa foram presos. Entre os agentes estão Douglas Tobias, Neverson Vieira de Araújo, Nilton César Sales dos Santos e Augusto Torres Galvão Florindo. Também foram presos dois policiais identificados inicialmente como Nelson e Luiz.

Outros três policiais são alvo de mandados de prisão ainda não cumpridos e, conforme o Sindicato dos Policiais Civis, devem se apresentar nesta tarde. Entre os procurados estão o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa e o policial Roberto Palmeira da Silva. Heberti Barbosa e Weslei Benítez, outros dois civis, também foram presos. O envolvimento deles não foi divulgado.

A defesa de Weslei afirmou que ele é inocente e que ainda tenta esclarecer o motivo do mandado. Segundo o advogado, a amizade com Kayon teria levado à inclusão dele na investigação. A defesa também disse que Weslei não tem relação com os policiais presos. O advogado de Heberti informou que ainda não teve acesso aos documentos do caso. Não foi localizada a defesa de Kayon.

A operação cumpre 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos. O Gaeco confirmou, até o momento, a prisão de nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal. Como os mandados ainda estão em cumprimento, o número de presos pode aumentar.

Investigação sobre drogas apreendidas

As apurações começaram em outubro de 2025, a partir de provas encontradas nas Operações Traquetos e Blindspot, também do Gaeco. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, policiais teriam usado as funções públicas para desviar principalmente cocaína apreendida em ocorrências.

O esquema, conforme a investigação, ocorreria por meio da omissão de parte dos entorpecentes nos registros oficiais ou da retirada direta da droga dos depósitos das delegacias. Depois, o material seria repassado a traficantes ligados a uma organização criminosa e recolocado no mercado ilegal.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que os servidores já eram investigados pelas corregedorias por tráfico de drogas e outros crimes. Três deles já haviam sido presos anteriormente e um havia sido exonerado recentemente, sem divulgação dos nomes.

A ação tem apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar, do Batalhão de Choque, do Bope e da Polícia Institucional do Ministério Público Federal. A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul acompanha as diligências na residência de uma advogada.

O nome Infiltrados faz referência, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, à presença de integrantes de uma organização criminosa em órgãos de segurança pública e ao uso de estruturas destinadas ao combate ao crime para a prática dos delitos investigados.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.