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Advogado é preso em operação sobre vazamento de informações no MS

Gaeco suspeita que Amilton Ferreira de Almeida tenha repassado dados sigilosos da investigação sobre desvio de cocaína.

Advogado é preso em operação sobre vazamento de informações no MS
Foto: Reprodução/Redes sociais

O advogado Amilton Ferreira de Almeida foi preso temporariamente nesta terça-feira (29) pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Ele é suspeito de repassar informações sigilosas de uma investigação sobre policiais e um delegado suspeitos de envolvimento com tráfico de cocaína.

A prisão integra a segunda fase da Operação Infiltrados, denominada Operação Obstructio. Também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Como as diligências envolviam um advogado, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanharam a ação.

Suspeita de obstrução

Conforme o Gaeco, as evidências reunidas indicam que a comunicação antecipada das medidas teria criado obstáculos ao trabalho dos investigadores. A nova etapa busca esclarecer quem teve acesso antecipado às decisões judiciais e como os dados sigilosos teriam sido usados para dificultar a apuração.

O nome Obstructio faz referência à criação de barreiras para impedir o avanço de uma investigação.

A Operação Infiltrados apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar cocaína apreendida por forças de segurança e revendê-la a traficantes. Segundo as investigações do Gaeco, policiais civis, policiais militares e um policial penal fariam parte do esquema, junto com traficantes e intermediários.

Relatório do Ministério Público divulgado na semana passada aponta que integrantes do grupo teriam usado a estrutura da segurança pública para rastrear carregamentos, realizar apreensões e repassar parte das drogas para a venda ilegal. O documento também registra movimentações financeiras, negociações envolvendo cocaína apreendida e consultas indevidas em sistemas restritos de inteligência.

Na primeira fase, o Gaeco pediu a prisão de dezenas de investigados, entre eles policiais e um delegado. O Ministério Público sustenta que agentes públicos responsáveis por combater o tráfico teriam atuado como fornecedores de drogas para organizações criminosas.

A OAB de Mato Grosso do Sul informou que sua Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados acompanhou as diligências e que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive disciplinares, assegurando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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