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Pacientes relatam procedimentos em quarto improvisado e sem luvas em Goiânia

Duas mulheres afirmam que a fisioterapeuta investigada realizou atendimentos enquanto estava gripada e com a clínica em reforma.

Pacientes relatam procedimentos em quarto improvisado e sem luvas em Goiânia
Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Divulgação/Polícia Civil

Duas pacientes da fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, presa sob suspeita de mutilar pacientes em procedimentos estéticos, relataram atendimentos realizados em condições inadequadas. Uma delas disse que foi submetida a um procedimento enquanto a profissional estava muito gripada. Outra afirmou ter sido atendida em um quarto de uma casa, porque a clínica estaria em reforma.

A Polícia Civil investiga denúncias de lesões graves, gravíssimas e até mutilações após procedimentos nas regiões íntima, facial, glútea e mamária. Magda foi presa nesta segunda-feira (22), e mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa dela e em duas salas comerciais onde atendia pacientes.

Relatos das pacientes

Em entrevista à TV Anhanguera, uma mulher que afirmou ter sofrido amputação em partes da região genital disse ter se assustado quando Magda iniciou o procedimento sem luva estéril e usando a máscara de maneira inadequada. “Ela estava muito gripada, então ela dava uma limpada no nariz com parte do braço e voltava para o procedimento”, relatou.

Outra paciente contou que encontrou o perfil da fisioterapeuta nas redes sociais, mas não sabia onde eram realizados os atendimentos. Segundo ela, o endereço informado era uma casa, onde permaneceu por 4 horas em um quarto. A profissional teria dito que a clínica estava em reforma.

O delegado Alex Rodrigues, responsável pelo caso, afirmou que um vídeo mostra Magda usando um guardanapo para limpar cortes durante uma ninfoplastia. De acordo com especialista citado na investigação, a conduta aumenta o risco de contaminação e infecção.

Entre as complicações relatadas por outras pacientes estão perda de sensibilidade no clitóris, sangramento, queimaduras, dor intensa, inchaço, inflamação, cicatrizes, ferimento aberto, febre, tontura e intenso mal-estar. Também foram mencionadas exposição da uretra, dificuldade para urinar, manter relações sexuais, mastigar e abrir a boca, alteração parcial da visão e mudança na coloração da pele.

Uma das mulheres disse que não recebeu suporte após as complicações e que a fisioterapeuta continuou divulgando o trabalho nas redes sociais.

Investigação e manifestações

Inicialmente, sete pacientes haviam procurado a polícia. Após a divulgação do caso, mais duas mulheres buscaram as autoridades. As denúncias envolvem procedimentos estéticos nas regiões íntima, facial, glútea e mamária.

Segundo Alex Rodrigues, Magda teria ultrapassado os limites de sua atuação profissional. A Polícia Civil informou que a investigação apura cortes, retirada de tecidos, alterações na anatomia das pacientes e prescrição ou fornecimento de medicamentos.

À polícia, Magda declarou que cursa medicina na modalidade EAD em uma universidade na Bolívia, para onde viaja duas vezes por ano. Em nota enviada nesta terça-feira (22), a defesa afirmou que não faria comentários sobre o caso, reiterou confiança na Justiça e disse acreditar que os fatos serão esclarecidos durante a instrução processual.

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região informou ter instaurado processo administrativo e ético-disciplinar próprio. O órgão declarou que, caso os fatos sejam confirmados, eles configurarão grave desvio da prática profissional, e disse estar à disposição das autoridades policiais e do Ministério Público.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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