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Polícia descarta tiro acidental em caso de menino baleado na cabeça em Goiás

Investigação aponta que a arma exigia força e recarga manual, incompatíveis com a possibilidade de a criança ter feito os disparos.

Polícia descarta tiro acidental em caso de menino baleado na cabeça em Goiás
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Polícia Civil descartou a hipótese de tiro acidental no caso do menino de 10 anos atingido por três disparos na cabeça. A investigação aponta que os ferimentos não são compatíveis com a versão de que a criança teria provocado o acidente com uma espingarda de pressão.

O delegado André Veloso afirmou que a arma tem cano longo, exige recarga manual a cada disparo e demanda força física incompatível com a capacidade do menino. Segundo ele, a perícia e os depoimentos reunidos no caso indicam que seria inviável a realização de múltiplos disparos contra a própria cabeça.

“Agora, três vezes é impossível ele ter atirado”, disse o delegado.

Atendimento e ferimentos

O caso ocorreu na zona rural de Palmeiras de Goiás, na segunda-feira (14). Depois dos disparos, familiares levaram o menino de carro a um hospital. No trajeto, a mãe perdeu o controle do veículo, que capotou na estrada. O padrasto também ficou ferido, sem gravidade.

A criança está internada em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. O atendimento inicial identificou traumatismo frontal, hematomas e insuficiência respiratória grave. Exames de raio-X encontraram três projéteis alojados no crânio.

De acordo com a investigação, dois disparos atingiram a parte frontal da cabeça. O terceiro acertou a lateral, atravessou e atingiu o cérebro, provocando a lesão mais grave.

Prisões e investigação

A mãe, o padrasto e o proprietário da residência onde o menino foi baleado foram presos na segunda-feira (21), sob suspeita de tentativa de homicídio. O fazendeiro, que morava com a família, também foi detido. Conforme o delegado, ele impediu que policiais militares conversassem com a mãe quando a Polícia Militar esteve na casa, alegando que ela estava abalada.

A conduta levou a polícia a suspeitar que o fazendeiro poderia estar envolvido no crime ou tentando atrapalhar as investigações. O padrasto declarou que estava fora da residência, visitando uma fazenda vizinha por volta do meio-dia, e que não presenciou o disparo. A apuração, porém, identificou que ele esteve no local em horário próximo ao tiro.

O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado. A Justiça autorizou 30 dias de prisão temporária para que os investigadores individualizem a participação de cada suspeito.

Testemunhas também relataram que o menino sofria agressões frequentes. Vizinhos disseram ter ouvido pedidos de socorro no dia do crime. “Ai, ai, ai, ai, para, para, para, mãe, mãe, mãe, para, para”, teriam gritado os vizinhos, conforme o delegado.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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