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Delegado afastado nega participação em desvios de cargas apreendidas em Goiás

Alexandre Bruno Barros afirma que não tinha conhecimento das irregularidades e cita medidas adotadas para armazenar mercadorias apreendidas.

Delegado afastado nega participação em desvios de cargas apreendidas em Goiás
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O delegado Alexandre Bruno Barros negou envolvimento ou conhecimento de um suposto esquema de desvio de cargas apreendidas em operações policiais. Ele foi afastado do cargo durante a investigação e afirmou estar tranquilo diante das suspeitas.

“Eu não devo nada. O que eu tenho foi conquistado pelo meu esforço próprio enquanto delegado de polícia”, declarou.

Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), as irregularidades teriam ocorrido quando Alexandre Bruno comandava a Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), em Goiânia. O escrivão Sílvio Pereira de Macedo e o policial civil Antônio Gomes de Assis Sobrinho também foram afastados por 90 dias.

O MPGO sustenta que parte das mercadorias era mantida em depósitos particulares autorizados pelo delegado, mas sem respaldo legal. A defesa afirma que Alexandre Bruno havia alertado a Polícia Civil sobre a falta de espaço para armazenar os materiais apreendidos. O aviso foi encaminhado à Superintendência de Polícia Judiciária da Polícia Civil de Goiás em 19 de maio de 2022.

No documento, o delegado apontou que a instituição não tinha estrutura própria para guardar os produtos e alertou para o risco de furtos ou danos. A assessoria também afirma que cobranças formais feitas ao longo dos anos afastariam qualquer hipótese de clandestinidade ou dolo administrativo.

Investigação sobre carga de vergalhões

As suspeitas foram identificadas após o desvio de uma carga de vergalhões apreendida na operação “Fogo Amigo”, realizada em 2021. De acordo com o MPGO, o material foi levado ao depósito do empresário Silvio Dutra, conhecido como Carioca, que armazenaria quase todas as cargas apreendidas pela Decar.

As investigações apontam que as mercadorias eram colocadas à venda de forma clandestina no mercado informal e que os valores seriam divididos entre participantes do esquema. Conversas sobre negociações foram encontradas no celular de Carioca, apreendido em 2023.

Um dos suspeitos teria dito que entregou uma sacola com R$ 200 mil a Alexandre Bruno para a compra de um imóvel em condomínio. O delegado negou a acusação e afirmou: “Eu moro em uma casa de bairro. Não moro em condomínio fechado”.

Medidas citadas pela defesa

A defesa informou que, em 17 de outubro de 2022, um parecer oficial reconheceu a falta de espaço público e a inviabilidade financeira para contratar armazenamento. Em 9 de janeiro de 2023, Alexandre Bruno teria revogado as autorizações de depósitos particulares existentes na delegacia.

Ainda em janeiro de 2023, ele convidou o promotor responsável pelo controle externo da atividade policial para verificar a estrutura da Decar. Em junho de 2024, encaminhou documentos ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Goiás, pedindo uma solução legal para os bens apreendidos.

A Polícia Civil informou que a Corregedoria instaurou procedimento para apurar as condutas relacionadas à Operação Depositário Infiel II. O conteúdo das diligências permanece sob sigilo. A corporação também comunicou que cumpriu administrativamente as medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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