CAARAPÓ — Uma sucuri estimada em aproximadamente 6 metros foi encontrada às margens do Rio Dourados, em Caarapó, durante um passeio de pesca. O guia Antônio Marcos da Silva Oliveira transportava turistas quando percebeu a serpente repousando entre galhos de árvores e cipós sobre o rio.
O animal estava parcialmente escondido e imóvel, com apenas parte do corpo visível. A cena chamou a atenção dos turistas que acompanhavam o percurso. “Você viu que bacana como ela disfarça?”, disse o guia, ao explicar que a serpente parecia estar dentro de uma toca e em repouso.
Antônio afirmou que encontros com sucuris são comuns na região, especialmente entre junho e setembro. Segundo ele, há diversas tocas da espécie nas margens do rio. Como navega com frequência pelo local, o guia identifica os pontos onde as serpentes costumam permanecer.
Características da espécie
A sucuri-verde, de coloração que pode variar do verde-oliva claro ao marrom escuro, é considerada a maior entre as espécies de sucuri com mais dados científicos disponíveis. Ela não é a serpente mais longa, posto atribuído à píton-reticulada, mas é descrita como a mais pesada do mundo.
A espécie pode atingir 8 metros de comprimento e pesar até 250 kg. Com corpo musculoso e robusto, consegue capturar e dominar presas como capivaras e jacarés.
O Brasil abriga três das quatro espécies existentes de sucuri. A lista inclui a sucuri-verde, a sucuri-amarela, a sucuri-de-beni e a sucuri-malhada. A sucuri-de-beni, identificada pelo nome científico Eunectes beniensis, não tem registros em biomas brasileiros e é encontrada exclusivamente na Bolívia.
De acordo com o guia, durante a época de acasalamento e frio, as serpentes permanecem nas margens para se aquecer das baixas temperaturas.



