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Suspeito de feminicídio em Nerópolis já havia sido condenado no Pará

Promotor afirmou ter ficado perplexo ao descobrir que Gilberto Pessoa Limeira estava solto após condenação por outro feminicídio.

Suspeito de feminicídio em Nerópolis já havia sido condenado no Pará

O promotor de Justiça Ivan Lucas Souza afirmou ter ficado chocado ao descobrir que Gilberto Pessoa Limeira, preso em flagrante por feminicídio e estupro, já havia sido condenado por matar outra mulher no Pará, em 2021. O suspeito é investigado pela morte e pelo estupro da auxiliar de supermercado Maria Regina Costa, de 61 anos.

A manifestação ocorreu durante a audiência de custódia. Maria foi morta na madrugada de domingo (6), em Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. O caso anterior aconteceu em São Félix do Xingu (PA), onde, conforme documentos do Poder Judiciário do Pará, Gilberto confessou ter matado Lucimar Feitosa de Souza e abandonado o corpo dela em um bueiro.

“Não é possível que alguém que tenha cometido um crime tão cruel em 2021, esteja em liberdade em 2026 para cometer novos crimes”, disse Ivan. O promotor afirmou que atua há quase 5 anos e que o desabafo expressou a tristeza sentida com o Sistema de Justiça. “É um desabafo de um promotor de Justiça que atua todos os dias na defesa dos direitos das mulheres”, concluiu.

Investigação

Segundo a Polícia Civil, Maria estava a poucos metros de casa quando foi abordada. Imagens de uma câmera de segurança registraram o suspeito se aproximando e levando a vítima para dentro de um terreno baldio.

A investigação aponta que Maria foi agredida e sofreu violência sexual enquanto permaneceu no local. Depois, o suspeito deixou o terreno. Gilberto foi encontrado em uma distribuidora da cidade, onde consumia bebida alcoólica, e teria tentado se apresentar como o irmão durante a abordagem. A polícia, porém, identificou o suspeito.

Gilberto também tinha marcas de arranhões pelo corpo. Conforme a investigação, elas podem ter sido provocadas por Maria enquanto ela tentava se defender. O irmão do suspeito relatou à polícia que Gilberto chegou em casa assustado e disse ter feito uma “besteira”.

O delegado André Fernandes afirmou que Maria era conhecida na cidade como uma pessoa trabalhadora e de boa convivência.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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