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Blumenau completa dois anos sem feminicídios, mas mantém alta nos registros de violência

Entre janeiro e agosto de 2026, autoridades registraram 2.366 casos de violência doméstica e 930 medidas protetivas no município.

Blumenau completa dois anos sem feminicídios, mas mantém alta nos registros de violência

Blumenau completou dois anos sem registrar feminicídios. O último caso de uma mulher morta por questão de gênero no município ocorreu em 9 de setembro de 2024. O período é inédito para a terceira maior cidade de Santa Catarina.

A ausência de feminicídios, porém, ocorre enquanto continuam os registros de violência doméstica. Entre janeiro e agosto de 2026, foram contabilizados 2.366 casos em Blumenau, média de 9,7 por dia. No mesmo período, houve 501 registros de lesão corporal, sendo cinco classificados como gravíssimos.

A defensora pública Anne Teive Auras, coordenadora do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, afirma que o feminicídio costuma ocorrer depois de outras formas de violência. “Então, é um dado positivo não haver feminicídios, mas os índices ainda de registros de outras formas de violência contra a mulher são preocupantes”, avalia.

Medidas protetivas

Nos primeiros oito meses de 2026, a Justiça concedeu 930 medidas protetivas para determinar o afastamento de agressores das vítimas. A média foi de 116,25 ordens por mês. Em 2025, foram emitidas 1 mil medidas durante todo o ano, com média mensal de 83.

Os dados são do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e do Observatório da Violência Contra a Mulher. Em 2024, Blumenau registrou 3.138 casos de violência doméstica, média diária de 8,6, 582 lesões corporais, sete lesões corporais gravíssimas e 1.161 medidas protetivas. Em 2025, foram 3.490 casos, média de 9,6 por dia, 735 lesões corporais, nove lesões corporais gravíssimas e 1 mil medidas protetivas.

Para Anne, os pedidos de proteção mostram que mulheres estão procurando o Estado. Segundo ela, as medidas são instrumentos importantes quando associadas a outras ações de proteção, embora não sejam suficientes, isoladamente, para impedir um desfecho fatal ou a repetição da violência.

A defensora também afirma que buscar ajuda é um fator de proteção e destaca a importância da rede de apoio. “A maior parte das mulheres que foram vítimas de feminicídio não tinha buscado algum tipo de ajuda”, diz.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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