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Novas provas mudam investigação sobre morte na BR-463 em Ponta Porã

Imagens, perícia e depoimentos levaram a Polícia Civil a alterar a tipificação do caso envolvendo Wandete Gois da Silva.

Novas provas mudam investigação sobre morte na BR-463 em Ponta Porã
Foto: Divulgação

A perícia confirmou que um fragmento encontrado na rodovia pertencia ao caminhão conduzido pelo marido de Wandete Gois da Silva, de 58 anos. A confirmação ocorreu durante a investigação da morte da mulher, atropelada na noite de 2 de agosto, na BR-463, em Ponta Porã.

A partir de novas diligências, análises de imagens de câmeras de monitoramento e depoimentos, a Polícia Civil passou a tratar o caso como feminicídio. A ocorrência havia sido registrada inicialmente como homicídio culposo cometido na condução de veículo automotor, com a possibilidade de o motorista estar sob efeito de álcool ou de outra substância psicoativa.

Vestígios e depoimentos

O atropelamento ocorreu no km 102 da BR-463, na região do trevo de Santa Puitã. Quando as equipes chegaram, a Polícia Rodoviária Federal preservava o local para o trabalho da Polícia Civil e da perícia. O corpo estava sobre a pista, na faixa no sentido Ponta Porã.

Ao lado da vítima, os peritos encontraram um pedaço de plástico que aparentava fazer parte do para-lama do veículo. Duas testemunhas disseram à polícia que Wandete participava de um encontro de caminhoneiros com o marido. O casal teria deixado o evento junto, mas não foi possível confirmar se os dois estavam no mesmo veículo.

As testemunhas também relataram que o homem havia ingerido bebida alcoólica e dirigia o próprio caminhão. A polícia localizou o veículo na rua, em frente à residência do casal, e verificou que o para-lama de uma roda do lado esquerdo estava quebrado. Em nova análise técnica, a perícia confirmou a ligação entre a peça recolhida na rodovia e o caminhão.

O principal suspeito, marido da vítima, tem 49 anos. Ele foi à Delegacia de Atendimento à Mulher acompanhado de dois advogados e acabou preso em flagrante por determinação da autoridade policial de plantão. Conforme o registro policial, o homem se recusou a fazer o teste do bafômetro.

A Delegacia de Atendimento à Mulher de Ponta Porã informou que o inquérito permanece sob sigilo para não comprometer diligências ainda em andamento.

Estatística de feminicídios

Com a alteração da tipificação, agosto passou a ser o mês com mais feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul desde o início da série histórica. A classificação foi criada em 2015 para homicídios de mulheres relacionados à condição do sexo feminino, em situações previstas na legislação.

Até então, o maior total em um único mês era de sete casos, registrado em janeiro de 2022. Outros sete meses haviam alcançado, no máximo, seis feminicídios.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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