A Polícia Civil apresentou novas provas sobre o assassinato do pastor Alan Souza Cerqueira, de 36 anos, no Molhe da Barra Sul, em Balneário Camboriú. As imagens de câmeras de monitoramento indicam que um jovem de 22 anos acompanhou os passos da vítima antes do ataque e esperou que ela chegasse a uma área menos movimentada.
Alan foi atingido por disparos na cabeça na tarde de domingo (27), enquanto caminhava pela cidade. Ele foi levado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, mas a morte foi confirmada na terça-feira (29). Natural de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, o pastor havia se mudado para Balneário Camboriú há poucos meses.
Segundo a investigação, o suspeito seguiu Alan até um trecho mais vazio da calçada. Depois, aproximou-se por trás e efetuou os disparos. O crime ocorreu por volta das 16h30min e foi testemunhado por pessoas que estavam no local.
Prisão e apreensão de arma
Após o ataque, o suspeito fugiu pela região. Testemunhas informaram à Guarda Municipal a direção tomada pelo homem, que foi localizado minutos depois durante um patrulhamento na Barra Sul.
Durante a perseguição, ele teria lançado um revólver calibre .38 por cima do muro de uma obra. A arma foi encontrada com cinco munições deflagradas no tambor. Também foram apreendidas outras três munições intactas do mesmo calibre.
A Polícia Civil autuou o jovem em flagrante por homicídio qualificado. No interrogatório, ele permaneceu em silêncio. Conforme a investigação, o suspeito já tinha ao menos uma passagem por tentativa de assassinato no Rio Grande do Sul.
A motivação do crime ainda não foi esclarecida. Também não há informação confirmada sobre eventual ligação do suspeito com organização criminosa. As primeiras provas, porém, indicam que a ação foi direcionada e não ocorreu após uma simples discussão.
Os celulares de Alan e do suspeito foram apreendidos. A Polícia Civil pretende pedir a quebra do sigilo telefônico para investigar as circunstâncias do assassinato. Pessoas próximas ao pastor ainda devem ser ouvidas.



