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Tecnologia

Como Andrea Rivetti transformou um recorte de jornal na Arklok

Fundadora da Arklok começou com um notebook cor-de-rosa, financiou os primeiros equipamentos e levou a empresa ao private equity.

A trajetória de Andrea Rivetti, fundadora e presidente do conselho da Arklok, começou após uma recusa do pai. Formada em direito e com a carteira da OAB, ela imaginava que trabalharia na empresa da família, mas recebeu um não. A resposta impulsionou a construção de um negócio próprio.

Sem um objetivo definido, Andrea buscava uma atividade com receita recorrente, estabilidade financeira e tempo para constituir uma família. A oportunidade apareceu durante o hábito de ler o jornal com o pai aos domingos. Um anúncio sobre uma empresa mineira de outsourcing de infraestrutura de tecnologia da informação, que procurava franqueados, despertou seu interesse. Ela viajou para Minas Gerais sem conhecer profundamente o setor e sem recursos para fazer o investimento. O recorte que inspirou a criação da Arklok é mantido por ela até hoje.

De volta a São Paulo, Andrea percebeu espaço para uma empresa que oferecesse mais do que a entrega e a retirada de equipamentos. Na época, tinha 22 anos e pediu ao pai que participasse das reuniões comerciais. Embora ele não conhecesse tecnologia, sua presença ajudava a transmitir experiência.

A empreendedora convenceu uma empresa de software a criar gratuitamente uma ferramenta de gestão. O começo foi feito em um escritório com uma planta, um folder e um notebook cor-de-rosa. No primeiro contrato, ela transportou nove máquinas em uma Kombi e realizou a instalação sozinha.

A expansão veio depois de uma indicação para uma empresa de referência no setor de segurança, que solicitou mais de 700 computadores. Sem contratos com fabricantes e sem garantias, Andrea passou dias na área de crédito de uma agência bancária até conseguir o financiamento. Esse primeiro cliente de grande porte continua parceiro da Arklok.

Crescimento e nova gestão

A empresa cresceu conforme a geração de caixa, com baixa alavancagem. Um dos principais desafios foi mostrar às empresas que contratar equipamentos e serviços poderia ser mais vantajoso do que comprá-los. Esse processo levou anos.

Atualmente, a Arklok é tier 1 de Samsung, Apple, Dell, Lenovo e HP. A companhia atende desde laboratórios com 20 mil equipamentos até a maior locadora de veículos do Brasil. Segundo Andrea, o time de tecnologia dessa empresa deixou de cuidar apenas da operação e passou a ocupar uma posição estratégica.

Na avaliação da empresária, a pandemia reforçou o modelo de negócio. Em vez de buscar novos contratos, a Arklok concentrou esforços na base de clientes e demonstrou o valor de contar com um parceiro de tecnologia durante uma crise.

Em 2022, a companhia recebeu investimento de private equity. Andrea rejeitou propostas para vender 100% da Arklok porque não queria deixar a empresa durante o processo de crescimento. Ela buscava governança, processos e capital intelectual. Com a expansão, reconheceu a necessidade de mudar seu estilo de gestão e resume a nova função: “Agora meu papel é ensinar”.

Mulher em um setor predominantemente masculino, Andrea afirma que sua maior insegurança era a idade. A percepção sobre as barreiras relacionadas ao gênero veio depois, quando se lembrou de ter sido uma das poucas líderes mulheres em eventos de 18 anos atrás.

O próximo projeto é a Ark.IA, plataforma de inteligência artificial proprietária da Arklok. Para quem está começando, Andrea deixa uma orientação baseada em resiliência: “99% de transpiração, 1% de inspiração”.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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