Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Tecnologia

BMW testa software para ensinar robôs humanoides a atuar na produção

Projeto em Landshut, na Alemanha, combina dados, simulações e demonstrações para desenvolver sistemas robóticos autônomos.

BMW testa software para ensinar robôs humanoides a atuar na produção

A BMW desenvolve, em Landshut, na Alemanha, um software de inteligência artificial voltado à operação de robôs humanoides em ambientes de produção. A empresa, dona de uma fábrica em Araquari, também pesquisa quais atividades poderão ser realizadas por esses equipamentos no futuro.

O trabalho envolve plataformas abertas de software, coleta e processamento de dados para treinamento, simulações, planejamento de movimentos e capacitação de sistemas robóticos. A iniciativa complementa projetos-piloto conduzidos nas fábricas do BMW Group em Leipzig, na Alemanha, e Spartanburg, nos Estados Unidos.

Testes em ambiente industrial

A unidade de Landshut reúne diferentes produtos e processos de fabricação. Segundo a BMW, essa combinação permite desenvolver e avaliar soluções baseadas em inteligência artificial em condições reais de manufatura.

“Um dos principais objetivos é identificar quais atividades podem ser realizadas por robôs humanoides no futuro”, explica a empresa. A pesquisa prioriza tarefas que exigem flexibilidade, habilidades motoras finas e compreensão do ambiente de trabalho.

A equipe também trabalha em recursos para que os robôs percebam o entorno, analisem situações e tomem decisões de maneira autônoma. Wolfgang Bluemlhuber, responsável por Dinâmica de Condução e Produção Interna de Componentes, afirma que a unidade combina conhecimento em software com a experiência na fabricação de componentes.

Dados e aprendizado das máquinas

O projeto utiliza plataformas abertas para permitir um treinamento flexível e escalável. A proposta é integrar diferentes tecnologias e criar uma base para novas funções e aplicações industriais.

Informações coletadas em áreas reais de fabricação e em estruturas de teste são incorporadas a simulações. Nelas, a equipe modela padrões de movimento e trajetórias antes de avaliar os processos na prática. As soluções passam primeiro por testes fora das operações regulares, seguem para projetos-piloto e podem ser ampliadas gradualmente.

Os robôs também aprendem por demonstrações. Integrantes da equipe executam movimentos e sequências de trabalho, registrados por câmeras, trajes de captura de movimento e luvas de dados. Depois, as informações são convertidas em modelos de comportamento generalizáveis, chamados de “policies”, que podem ser usados em tarefas e situações diferentes.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.