Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Tecnologia

Spirit AI prevê avanço em robôs humanoides até meados de 2027

Empresa chinesa afirma que a evolução do software pode acelerar aplicações industriais, mas o uso doméstico ainda deve levar pelo menos oito anos.

Spirit AI prevê avanço em robôs humanoides até meados de 2027

A Spirit AI estima que os sistemas responsáveis pela inteligência de robôs humanoides possam alcançar um avanço significativo em meados de 2027. A empresa chinesa, porém, avalia que a chegada dessas máquinas às residências deve levar pelo menos oito anos, devido à dificuldade de obter dados para treinar os modelos.

A previsão foi apresentada por Gao Yang, cofundador e cientista-chefe da Spirit AI, que também é professor assistente de robótica na Universidade de Tsinghua. Para ele, um salto comparável ao modelo GPT-3.0 da OpenAI, associado ao desenvolvimento do ChatGPT, pode ocorrer por volta de meados de 2027.

“O cérebro é, de fato, o elo mais fraco em toda a cadeia da robótica”, afirmou Gao Yang.

Aplicações fora de casa

A empresa afirma que seus robôs alcançaram taxa de sucesso de 90% em tarefas simples realizadas em ambientes estruturados de sala de estar. Segundo Gao, os próximos um a dois anos devem abrir espaço para aplicações industriais. Em dois anos, a expectativa é de uso em ambientes de serviços comerciais para tarefas mais simples, enquanto a operação em residências é considerada mais difícil.

A Spirit AI tem dezenas de robôs humanoides com rodas do modelo Moz1 em linhas de produção da fabricante de baterias CATL e da varejista JD.com, que também investe na empresa. A startup possui 300 funcionários e levantou mais de US$670 milhões desde sua fundação, em 2024. Atualmente, é avaliada em 20 bilhões de iuanes (US$2,9 bilhões). Gao não comentou planos para uma oferta pública inicial.

A empresa diz que seus robôs passaram de tarefas isoladas, como servir água ou dobrar uma peça de roupa, para operações em áreas maiores e fluxos de trabalho contínuos. Ainda há dificuldades em ações de motricidade fina, como destampar garrafas, e na execução de tarefas inéditas.

Treinamento com dados reais

A Spirit AI usa principalmente dados coletados no mundo real, em vez de simulações virtuais. Gao afirmou que simuladores funcionam bem com corpos rígidos, mas ainda enfrentam problemas com objetos flexíveis, como cabos elétricos deformáveis.

A empresa emprega cerca de 1.000 prestadores de serviços em todo o país. Eles usam equipamentos vestíveis para registrar movimentos em residências e linhas de produção. Em um centro de treinamento de dados em Pequim, jovens com sensores repetem ações como abrir geladeiras, destravar cofres e cortar legumes.

Em outras instalações, um movimento pode precisar ser repetido mais de 50 vezes para alcançar a precisão necessária. A Spirit AI afirma, contudo, que a utilização de dados mais variados, chamados de “dados sujos”, acelerou a melhoria dos modelos.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.