Uma discussão sobre a possibilidade de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil impulsionou críticas a Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais. Levantamento da Palver registrou 735 menções ao assunto a cada 100 mil mensagens na sexta (25), enquanto a média dos dias anteriores era de cerca de 40.
O debate começou após a comentarista Maria Cristina Fernandes mencionar, no programa “Em Pauta”, da GloboNews, uma mobilização de evangélicos para alterar o status da santa. Na edição da meia-noite, o canal publicou uma errata.
Flávio publicou um vídeo para negar apoio a qualquer proposta de mudança. O candidato atribuiu a circulação do conteúdo à “máfia do PT”.
Maioria das mensagens foi crítica
Nas redes abertas, 73% das mensagens classificadas pela pesquisa criticavam Flávio, e 27% o defendiam. As publicações neutras ficaram fora desse cálculo e corresponderam a 28% da amostra.
Em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, 60% das mensagens eram críticas ao candidato e 40% demonstravam apoio. Nesses aplicativos, o pico chegou a 15 menções a cada 100 mil mensagens.
A pesquisa também apontou que aproximadamente 37% das publicações afirmavam existir uma ameaça real ao título de padroeira. Parte delas relacionava Flávio e a bancada evangélica à possível mudança e defendia que católicos não votassem no candidato.
A discussão retomou o Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Victorio Galli. A proposta previa trocar a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos”, mas foi arquivada pelo Congresso em 2008.



