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Desfile do bloco Boto Marinho enfrenta oposição de moradores em Paquetá

Moradores recorreram ao Ministério Público e órgãos municipais dizem que o cortejo não foi autorizado; organizadores estimam sete mil foliões.

Desfile do bloco Boto Marinho enfrenta oposição de moradores em Paquetá

Moradores da Ilha de Paquetá, bairro cercado pelas águas da Baía de Guanabara, tentam impedir o desfile do bloco de carnaval não oficial Boto Marinho, previsto para a manhã deste sábado. O cortejo partiria da Praça Quinze e seguiria até Paquetá.

Um abaixo-assinado digital foi criado, e os moradores também recorreram ao Ministério Público do Rio (MPRJ). Eles alegam que o evento pode comprometer a ordem pública. A Riotur e a Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) informaram que não receberam pedido de autorização e que atuarão para impedir a realização do desfile.

O Corpo de Bombeiros declarou que não foi comunicado e que não há processo em tramitação sobre a liberação do evento. A Polícia Militar também afirmou não ter sido procurada e disse que “não há qualquer autorização ou liberação concedida”.

Operação de transporte

A Secretaria estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) informou que reforçou o planejamento das barcas para atender à demanda prevista pelos organizadores. A estimativa é de cerca de sete mil foliões, o que levou à programação de dez viagens extras.

Criado em 2017, o bloco costuma promover duas edições de verão, em dois domingos após o carnaval, e uma de inverno, no início de setembro. Os participantes saem da Praça Quinze antes das 7h e se concentram na Praça Pintor Pedro Bruno, em Paquetá. Por volta das 9h, o cortejo passa pela Praia da Moreninha, retorna na Praça São Roque e termina no ponto de partida. A dispersão ocorre por volta das 18h.

A petição digital “Diga não ao Boto”, publicada na plataforma change.org, tinha mais de 750 assinaturas até a noite anterior. A meta era alcançar mil. O documento pede o cancelamento do desfile e a proibição de viagens adicionais de barcas.

Os moradores afirmam que, em março, o bloco levou mais de 15 mil pessoas à ilha, provocando problemas como a superlotação dos postos médicos e a invasão de propriedades. O professor aposentado Ricardo Montenegro, de 68 anos, disse ser contrário ao evento nas condições previstas, mas não a blocos de carnaval.

O fundador do Boto Marinho, Danilo Firmo, afirmou que não foi notificado sobre o cancelamento. Ele acusa os opositores de tentar “criminalizar a cultura” e defende que Paquetá é um lugar público.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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