A Unidos de Vila Isabel decidiu desfazer a junção de dois sambas-enredo que havia sido anunciada para o desfile de 2027. A escola levará à Marquês de Sapucaí apenas a composição assinada por Martinho da Vila, Evandro Bocão e André Diniz.
A mudança foi definida nesta segunda-feira, em reunião que reuniu a direção da agremiação, os carnavalescos e outros integrantes da equipe de carnaval. A decisão ocorreu após a escolha da junção gerar polêmica. Na versão anunciada no fim de semana, a maior parte da obra era formada pelo samba da parceria de Martinho, enquanto o refrão principal pertencia à composição de Paulo César Feital, Gustavinho Oliveira, Thales Nunes, Danilo Garcia, Júlio Alves, Marcelo Martins e Gabriel Simões.
Relação com a escola
A Vila Isabel informou que também considerou a relação de Martinho da Vila com a agremiação. Presidente de honra, o compositor completa 88 anos e celebra 60 anos de história com a escola. Em nota, a direção afirmou que, diante da posição do artista sobre a junção, decidiu preservar o samba nº 13 e desenvolver o trabalho a partir dele.
O presidente Luiz Guimarães disse que a decisão foi tomada pensando na escola e destacou a relação de Martinho com a Vila Isabel. Segundo ele, a equipe trabalhará com os compositores para fazer os ajustes necessários e preparar o samba para o Carnaval 2027.
Evandro Bocão já presidiu a escola e tem dois Estandartes de Ouro como compositor, conquistados em 1994 e 2026. André Diniz é apontado pela agremiação como o maior vencedor de disputas de sambas-enredo da Vila Isabel e tem três prêmios: 1994, 2013 e 2026.
A escola também avaliou que a composição do trio se relaciona com o enredo “Torto Arado: Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, inspirado no livro de Itamar Vieira Junior. A Vila Isabel será a quarta escola a desfilar no domingo de carnaval, dia 7 de fevereiro, pelo Grupo Especial do Rio, na Marquês de Sapucaí.



