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Dino questiona decisão de Mendonça sobre comando da Polícia Federal

Ministro do STF afirmou que André Mendonça avançou sobre competências de outros integrantes da Corte ao afastar Andrei Rodrigues.

Dino questiona decisão de Mendonça sobre comando da Polícia Federal
Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que André Mendonça interferiu nas atribuições de outros ministros e do plenário da Corte ao determinar o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. A ordem foi suspensa por uma liminar concedida por Dino nesta quarta-feira (9).

A avaliação de Dino ocorreu após a divulgação de que Mendonça teria se reunido com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro na sede de um instituto educacional ligado ao magistrado, em São Paulo. Vorcaro é investigado no inquérito sobre fraudes no Banco Master, relatado por Mendonça.

O ministro do STF afirmou que a reunião torna mais grave a interferência apontada, mas disse que não antecipava uma avaliação sobre o encontro. “Cuida-se, contudo, de situação complexa, que demanda o exercício de virtudes republicanas inerentes à magistratura: moderação, equilíbrio e prudência”, declarou.

Competência do plenário

Dino também mencionou o procedimento aberto pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para examinar a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e a suposta atuação irregular de Mendonça na condução das investigações. Fachin deu prazo para que os dois ministros apresentem manifestações.

Para Dino, a decisão de Mendonça se sobrepôs a esse procedimento, no qual o próprio ministro aparece como parte. “Uma parte pode ser juiz de si mesma e antecipar juízos de valor sobre relatórios da Polícia Federal que expressamente a mencionam?”, questionou.

O ministro apoiou ainda a carta divulgada na terça-feira (8) por dez ex-presidentes do STF. O documento pede que o plenário analise os relatórios da Polícia Federal usados para embasar decisões tomadas nos últimos dias.

Segundo Dino, enquanto o plenário não se manifestar, as investigações sobre o repasse de emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse” não devem ser interrompidas. Ele criticou a demissão de todo o corpo diretivo da Polícia Federal e a suspensão das atividades de inteligência da instituição.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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