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Funcionários do Hospital Materno Infantil de Criciúma cobram rescisões e salários

Sindicato afirma que quase 480 trabalhadores aguardam documentos e verbas; médicos também relatam pagamentos pendentes desde abril e maio de 2026.

Crise no Hospital Santa Catarina: trabalhadores protestam e médicos relatam atraso nos salários
Foto: Funcionários protestaram reivindicando seus direitos./Divulgação: 4oito

Funcionários do Hospital Público Materno Infantil de Criciúma (HMISC) fizeram um protesto nesta quarta-feira (17) para cobrar do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS) o pagamento de direitos trabalhistas. O presidente do Sindisaúde, Cléber Cândido, afirma que quase 480 trabalhadores enfrentam a situação.

Os empregados esperavam receber as verbas rescisórias na terça-feira (16), mas o pagamento não ocorreu. Segundo o sindicato, também não foram entregues os termos de rescisão, documentos necessários para que os trabalhadores possam acessar o seguro-desemprego e o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Cândido também afirma que há médicos sem receber salários há mais de três meses. Ele citou ainda problemas anteriores envolvendo servidores do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e trabalhadores do próprio Hospital Santa Catarina.

Tentativas de acordo

O sindicato procurou o Governo do Estado de Santa Catarina para pedir a liberação dos termos de rescisão, mesmo diante da falta de recursos para o pagamento imediato das verbas. A entidade também encaminhou uma proposta ao IDEAS, mas afirma que não recebeu resposta aos ofícios nem às mensagens enviadas por WhatsApp.

A expectativa do Sindisaúde é que a situação seja resolvida até a próxima semana. Caso isso não aconteça, os funcionários poderão viajar para Florianópolis em ônibus organizados pelo sindicato, com o objetivo de pressionar o Governo do Estado e a Secretaria da Saúde.

Médicos cobram pagamentos

Em nota, o Corpo Clínico Médico do Hospital Materno Infantil Santa Catarina informou que os honorários referentes aos meses de abril e maio de 2026 continuam pendentes. Os profissionais dizem que receberam promessas de regularização, mas afirmam que os valores ainda não foram pagos.

A categoria cobra providências da Organização Social IDEAS, antiga gestora, e do Governo de Santa Catarina. Os médicos afirmam que a mudança de gestão não elimina a responsabilidade pelos pagamentos e pedem a quitação dos valores em atraso. Eles dizem que continuam atendendo a população, mas não podem seguir arcando com prejuízos decorrentes de falhas administrativas.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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