Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Justiça do Amazonas autoriza semiaberto para mãe de Djidja Cardoso

Cleusimar Cardoso cumprirá a pena com tornozeleira eletrônica e restrições de circulação, enquanto a defesa recorre da condenação.

Justiça do Amazonas autoriza semiaberto para mãe de Djidja Cardoso
Foto: Rede social/reprodução

Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja Cardoso, deixou o regime fechado e passou ao semiaberto por decisão da Justiça do Amazonas. A autorização foi dada nesta segunda-feira (28), após o reconhecimento de que ela cumpriu os requisitos para a progressão da pena de 10 anos e 11 meses por tráfico de cetamina.

A mudança inclui o uso de tornozeleira eletrônica, horários para permanecer em casa e limites de circulação. A Justiça também corrigiu o cálculo de uma decisão anterior, que indicava 28 de setembro de 2029 como data para o benefício. A data correta era 28 de setembro deste ano.

Remição e condenação

Foram considerados ainda 12 dias de remição obtidos em atividades realizadas em agosto deste ano. Cleusimar recebeu quatro dias pela leitura de um livro, sete pelos 21 dias trabalhados e um pelo Projeto Remicine. A decisão registra também que ela apresentou bom comportamento na prisão.

A mãe de Djidja foi presa em maio de 2024, quando a filha foi encontrada sem vida em casa. A causa da morte foi atribuída ao abuso de cetamina, medicamento de controle especial. A Polícia Civil intensificou as investigações, que resultaram na Operação Mandrágora, sobre o tráfico da substância.

A responsabilidade criminal pela morte de Djidja é investigada em processo separado. Em outro processo, a juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante condenou, em julho deste ano, Cleusimar e Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja, a 10 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A decisão também condenou Verônica da Costa Seixas a 10 anos de reclusão; José Máximo Silva de Oliveira a 10 anos e 4 meses; Hatus Moraes Silveira a 10 anos e 5 meses; Bruno Roberto da Silva Lima a 8 anos e 6 meses; e Sávio Soares Pereira a 9 anos. Outras três pessoas foram absolvidas.

O Tribunal de Justiça do Amazonas havia anulado uma decisão anterior após os advogados dos réus alegarem que a defesa não teve condições adequadas de se manifestar durante a instrução. O processo retornou à 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus para nova sentença.

Os advogados Lenilson Ferreira e Juliano Negreiros informaram que vão recorrer da condenação de Cleusimar. A progressão de regime não altera o andamento do recurso de apelação, que seguirá questionando a avaliação das provas do processo.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.