Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Nikolas Ferreira declara patrimônio de R$ 3,9 milhões para as eleições de 2026

Levantamento com dados do TSE aponta crescimento patrimonial de 10.491,94% para o deputado mais votado em 2022.

Nikolas Ferreira declara patrimônio de R$ 3,9 milhões para as eleições de 2026
Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que recebeu 1,49 milhão de votos em 2022, declarou patrimônio de R$ 3,9 milhões para as eleições de 2026. Quatro anos antes, os bens informados à Justiça Eleitoral somavam R$ 36.820,46. A variação registrada foi de 10.491,94%.

Os dados fazem parte de uma análise baseada nas declarações de bens disponíveis na plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento considerou os dez candidatos a deputado federal mais votados em 2022 que registraram candidatura no atual ciclo eleitoral. A atualização das informações ocorreu até 10 de setembro de 2026.

A declaração mais recente de Nikolas Ferreira inclui um imóvel avaliado em R$ 2,2 milhões e aplicações financeiras. O parlamentar não se manifestou quando procurado.

Comparação entre candidatos

Entre os nomes analisados, Ricardo Salles (Novo) declarou R$ 9,05 milhões em 2026, ante R$ 3,97 milhões em 2022. O aumento foi de 128% e aparece associado a imóveis rurais no interior de São Paulo, avaliado em R$ 2,9 milhões, e em Portugal, de R$ 3 milhões, além de uma casa residencial na capital paulista, no valor de R$ 3,15 milhões. Salles afirmou que a evolução decorre de atividade advocatícia e da incorporação de resultados de investimento imobiliário no exterior.

Kim Kataguiri (Missão) passou de R$ 325.896,01 para R$ 1.109.702,79, uma alta de 240%. A declaração inclui ações, fundos de investimento nacionais, criptomoedas e 25 gramas de ouro escritural no Banco do Brasil. O deputado atribuiu a mudança à sua carteira de investimentos.

Celso Russomanno (Republicanos) declarou crescimento de 103%, de R$ 1,48 milhão para R$ 3,002 milhões. A relação de bens reúne quotas de participação em empresas de comunicação, propriedades imobiliárias fracionadas e veículos. Ele informou ter outras atividades além do mandato e usar o salário parlamentar em atendimentos gratuitos de defesa do consumidor.

Deltan Dallagnol (Novo) teve a menor variação entre os candidatos considerados: 1,37%. O patrimônio declarado passou de R$ 2.719.569,42 para R$ 2.756.904,77. A estrutura dos bens inclui um apartamento de R$ 1,14 milhão e cerca de R$ 1 milhão em investimentos.

Tabata Amaral (PSB) registrou alta de 21%, de R$ 556.700,29 para R$ 674.534,74. A declaração de 2026 inclui um imóvel financiado. A deputada afirmou que o crescimento é compatível com sua situação patrimonial.

O Delegado Bruno Lima (PP-SP) declarou aumento de 82,8%, de R$ 159.748,62 para R$ 292 mil. A maior parte dos bens está concentrada em previdência privada, de R$ 202 mil, e aplicações bancárias. Ele disse que a diferença é compatível com os rendimentos recebidos.

Critérios e ausências

O levantamento indica que os deputados analisados tiveram, em média, aumento de 1.581% nos patrimônios ao longo de quatro anos de mandato. Os valores são nominais, correspondem aos bens informados pelos próprios candidatos e consideram o custo de aquisição, não necessariamente o patrimônio líquido disponível.

Guilherme Boulos, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro ficaram fora da comparação. Boulos abriu mão da reeleição para permanecer como ministro da Secretaria-Geral da Presidência; Zambelli cumpre condenações do Supremo Tribunal Federal referentes a 2022 e 2025; e Eduardo Bolsonaro foi cassado, está nos Estados Unidos e encontra-se inelegível.

O subsídio bruto mensal de um deputado federal é de R$ 46.366,19, conforme regulamentação do Decreto Legislativo nº 172/2022. O mandato também prevê a Cota Parlamentar, que varia de R$ 41 mil a R$ 45 mil mensais, e auxílio-moradia de R$ 4.253,00 para quem não utiliza apartamentos funcionais em Brasília.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.